
O Presidente da República, José Maria Neves, defendeu este fim de semana, que o Festival de Literatura-Mundo, realizado no Sal, consolidou a ilha como uma centralidade literária no arquipélago e um ponto de encontro internacional de reflexão crítica sobre literatura, cultura e sociedade, no encerramento da 8ª edição do evento.
No seu discurso, o Chefe de Estado sublinhou que o festival se afirma como um espaço de criação e de questionamento, que contribui para uma reflexão mais ampla sobre o papel do pensamento crítico na transformação social. O Presidente da República recorreu a referências de autores como Fernando Pessoa e Manoel de Barros para ilustrar a ideia de liberdade criativa e adaptação ao mundo, destacando a literatura como um território de invenção e deslocamento de fronteiras conceptuais.
Ao longo da intervenção, o Chefe de Estado destacou ainda o carácter internacional do festival, que nesta edição reuniu escritores, investigadores, tradutores e editores de vários países, reforçando a projeção de Cabo Verde no circuito dos grandes encontros literários. O Presidente da República enalteceu igualmente o trabalho conjunto da Câmara Municipal do Sal, da Rosa de Porcelana Editora e dos parceiros institucionais, bem como a coordenação científica do evento, e sublinhou a diversidade de atividades realizadas, desde painéis académicos e debates até exposições, lançamentos de livros e encontros com estudantes.
A edição deste ano prestou homenagem à cantadeira Nha Nácia Gomi e ao poeta brasileiro Manoel de Barros, uma escolha que, segundo o Chefe de Estado, reforça a ligação entre literatura e oratura e evidencia uma abordagem que cruza tradições locais com referências universais, sem hierarquias culturais. José Maria Neves destacou ainda o trabalho desenvolvido ao longo das oito edições do festival na promoção da literatura cabo-verdiana. Por isso, defende a sua integração em dinâmicas mais amplas de circulação e diálogo com outros sistemas literários.
O evento foi também associado a marcos culturais recentes, como os 90 anos da revista Claridade, o centenário de Amílcar Cabral e as comemorações das independências africanas, elementos que, segundo o Presidente da República, reforçam a densidade histórica e cultural do festival.

















































