Sábado, 30 Maio 2026

Freskinhe Freskinhe

S.Vicente/S.Luzia: “Ilhas sem Plástico” aposta na proteção ambiental

O projecto “Ilhas sem Plástico”, lançado esta terça-feira, no Mindelo, pretende reduzir a poluição causada pelos resíduos plásticos nas ilhas de São Vicente e Santa Luzia, através de uma estratégia que envolve instituições públicas, setor privado, escolas, universidades e comunidades locais. 

SALWEB.cv

De acordo com A coordenadora do projeto, Sara Santos, a iniciativa será implementada inicialmente em São Vicente e Santa Luzia, mas os resultados obtidos deverão servir de modelo para replicação em todas as ilhas do arquipélago. “Cabo Verde, sendo um país arquipélago, tem toda a influência de correntes oceânicas que trazem lixo de outras partes do mundo”, destacou, acrescentando que a iniciativa poderá contribuir para a definição de melhores políticas públicas, reforço das leis ambientais e sensibilização da população.

O projeto conta com um financiamento de cerca de 1.583.000 euros, assegurado pelo Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial e pela Hans Wilsdorf Foundation, e terá uma duração de três anos. Durante o ato de lançamento, a coordenadora do projeto, Sara Santos, explicou que a iniciativa vinha sendo preparada “há muitos anos”, com o apoio de parceiros nacionais e internacionais.

Segundo a responsável, a associação ambientalista Biosfera será a principal beneficiária do projeto, em parceria com um consórcio de entidades nacionais e internacionais encarregues da implementação das atividades previstas. 

Sara Santos explicou que o projeto irá atuar em toda a cadeia de consumo do plástico, desde a distribuição até ao consumo final, tendo em conta a forte dependência de Cabo Verde da importação de produtos, o que contribui significativamente para a entrada de resíduos no País.

“O projeto vai trabalhar em conjunto na cadeia de consumo do plástico, porque esta cadeia vem desde a distribuição ao consumo. Como sabemos, Cabo Verde é um País que depende muito da importação de produtos e com essa importação vem muito lixo”, afirmou.

A coordenadora sublinhou ainda que uma das componentes centrais da iniciativa será a investigação científica, através da realização de estudos para identificar os tipos de plásticos encontrados nas praias e definir estratégias mais eficazes no combate à poluição marinha.

Do ponto de vista ambiental, o projecto pretende reduzir os impactos do plástico na biodiversidade marinha, nomeadamente o emaranhamento de espécies, a presença de microplásticos e os danos causados pelas chamadas “redes fantasmas”.

Sara Santos alertou igualmente para os riscos dos microplásticos na cadeia alimentar e para os impactos sobre as tartarugas marinhas em Santa Luzia, sobretudo durante o período de nidificação. “O microplástico já é um problema mais sensível, porque chega aos nossos pescados, prejudica os animais e vai parar ao nosso prato”, concluiu.

SALWEB.cv AD

Tags

Partilhar esta notícia

Risco e Riso
Kriol na ponta língua
×