Os números do Índice de Preços do Comércio Externo mostram que o crescimento dos preços das importações perdeu intensidade face a abril, quando a variação tinha atingido 8,2%, ou seja, sofreu uma redução de 1,1 pontos percentuais. Ainda assim, o índice manteve-se em níveis elevados, situando-se nos 141,9 pontos.
Em comparação com maio de 2025, os preços dos bens adquiridos no exterior apresentaram um acréscimo de 7,5%, confirmando a manutenção da tendência de aumento dos custos de importação observada ao longo dos últimos meses.
Conforme o INE, a evolução mensal foi influenciada sobretudo pelo encarecimento dos combustíveis, cujos preços cresceram 14,3%. Também os bens de consumo contribuíram para o resultado, com uma subida de 3,1%, impulsionada, em grande medida, pelos produtos alimentares transformados, que registaram um aumento de 3,3%.
Os bens intermédios, utilizados nos processos produtivos, acompanharam igualmente a tendência ascendente, apresentando uma variação positiva de 2,4%. Em sentido contrário, os bens de capital registaram uma redução de preços de 11,0%, resultado associado principalmente à descida de 12,3% verificada na categoria das máquinas.
Quanto às exportações, o INE registou um aumento mensal de 0,7% nos preços dos produtos vendidos ao exterior, fazendo com que o índice atingisse os 149,4 pontos. O resultado representa uma aceleração face a abril, quando a variação se tinha fixado em 0,3%. Em termos homólogos, os preços das exportações cresceram 0,9% relativamente ao mesmo mês do ano passado.
Já o Índice de Termos de Troca, indicador que mede a relação entre os preços das exportações e das importações, fixou-se em 105,3 pontos, o que reflete uma redução de 6,0% em relação a abril. Comparativamente a maio de 2025, o indicador apresentou um recuo de 6,1%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.