
Dez dos 14 suspeitos detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da operação “Aurora”, realizada na ilha do Sal, ficaram em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial. A decisão foi tomada pelo Tribunal Judicial da Comarca do Sal na manhã desta sexta-feira, 29.
Os restantes quatro detidos ficaram sujeitos a medidas de coação não privativas da liberdade. Após os interrogatórios, os quatro arguidos que não ficaram em prisão preventiva passaram a estar sujeitos a apresentação periódica às autoridades. O tribunal aplicou ainda a interdição de saída do país e a obrigação de permanência na ilha do Sal. Os suspeitos estão também proibidos de contactar as alegadas vítimas enquanto decorre o processo.
Os arguidos são investigados por alegados crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores. A operação decorreu em Santa Maria, Espargos e Murdeira e visou desmantelar uma alegada rede criminosa de exploração sexual de menores. A investigação teve início em julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes de natureza sexual envolvendo crianças. Segundo a PJ, as diligências permitiram identificar os suspeitos e localizar possíveis vítimas da alegada rede.
As autoridades apuraram que algumas das vítimas têm menos de 14 anos de idade. De acordo com a mesma fonte, os alegados abusos terão ocorrido entre 2023 e a data da operação, em diferentes localidades da ilha do Sal. A investigação foi conduzida pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas da PJ. A operação culminou na detenção de 14 indivíduos do sexo masculino, de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica. Os suspeitos têm idades compreendidas entre os 17 e os 79 anos e residem na ilha do Sal.
A PJ realizou ainda buscas domiciliárias, revistas e apreensões durante a operação. As autoridades apreenderam diversos objetos considerados relevantes para a investigação em curso. Para a execução da operação, a Polícia Judiciária contou com a colaboração da Polícia Nacional, através do Comando Regional do Sal. A participação da PN incluiu apoio em algumas das detenções efetuadas durante a ação policial. As buscas e detenções decorreram em simultâneo nas localidades visadas.
A operação envolveu meios coordenados para garantir o cumprimento dos mandados judiciais. A PJ considera que a ação representa um avanço significativo no combate à criminalidade sexual contra menores. Em comunicado, a Polícia Judiciária reafirmou o compromisso de combater crimes que atentem contra a integridade física e psicológica das crianças. A instituição garantiu ainda que as investigações prosseguem e que continuará a adotar medidas para proteger as vítimas e salvaguardar o normal decurso do processo.











































