Sábado, 30 Maio 2026

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Sal: 10 suspeitos de crimes sexuais contra menores em prisão preventiva

Dez dos 14 suspeitos detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da operação “Aurora”, realizada na ilha do Sal, ficaram em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial. A decisão foi tomada pelo Tribunal Judicial da Comarca do Sal na manhã desta sexta-feira, 29.

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Os restantes quatro detidos ficaram sujeitos a medidas de coação não privativas da liberdade. Após os interrogatórios, os quatro arguidos que não ficaram em prisão preventiva passaram a estar sujeitos a apresentação periódica às autoridades. O tribunal aplicou ainda a interdição de saída do país e a obrigação de permanência na ilha do Sal. Os suspeitos estão também proibidos de contactar as alegadas vítimas enquanto decorre o processo.

Os arguidos são investigados por alegados crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores. A operação decorreu em Santa Maria, Espargos e Murdeira e visou desmantelar uma alegada rede criminosa de exploração sexual de menores. A investigação teve início em julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes de natureza sexual envolvendo crianças. Segundo a PJ, as diligências permitiram identificar os suspeitos e localizar possíveis vítimas da alegada rede.

As autoridades apuraram que algumas das vítimas têm menos de 14 anos de idade. De acordo com a mesma fonte, os alegados abusos terão ocorrido entre 2023 e a data da operação, em diferentes localidades da ilha do Sal. A investigação foi conduzida pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas da PJ. A operação culminou na detenção de 14 indivíduos do sexo masculino, de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica. Os suspeitos têm idades compreendidas entre os 17 e os 79 anos e residem na ilha do Sal.

A PJ realizou ainda buscas domiciliárias, revistas e apreensões durante a operação. As autoridades apreenderam diversos objetos considerados relevantes para a investigação em curso. Para a execução da operação, a Polícia Judiciária contou com a colaboração da Polícia Nacional, através do Comando Regional do Sal. A participação da PN incluiu apoio em algumas das detenções efetuadas durante a ação policial. As buscas e detenções decorreram em simultâneo nas localidades visadas.

A operação envolveu meios coordenados para garantir o cumprimento dos mandados judiciais. A PJ considera que a ação representa um avanço significativo no combate à criminalidade sexual contra menores. Em comunicado, a Polícia Judiciária reafirmou o compromisso de combater crimes que atentem contra a integridade física e psicológica das crianças. A instituição garantiu ainda que as investigações prosseguem e que continuará a adotar medidas para proteger as vítimas e salvaguardar o normal decurso do processo.

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