Sexta-feira, 03 Julho 2026

Um número, um nome, uma frase

Economia do país cresce 6,4% no primeiro trimestre de 2026

A economia cabo-verdiana cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O resultado foi impulsionado sobretudo pelo consumo privado e pelo investimento, que registaram os aumentos mais expressivos entre os componentes da despesa nacional.

Do lado da produção, o Valor Acrescentado Bruto acompanhou a mesma trajetória, com uma subida homóloga também de 6,4%. Seis atividades destacaram-se como principais motores deste crescimento, nomeadamente a pesca e aquacultura, o comércio e reparação, os serviços financeiros e de seguros, o setor imobiliário, a administração pública e a educação.

Os impostos líquidos de subsídios sobre os produtos cresceram ainda mais depressa, 6,6% em termos homólogos, um sinal de maior dinamismo na atividade económica sujeita a tributação.

Quanto ao investimento, esse foi o componente que mais acelerou, com um crescimento de 15,9%, valor bastante acima dos 5,9% registados no trimestre anterior. Este salto sugere um reforço da confiança de empresas e investidores na economia cabo-verdiana. Comparativamente ao consumo final das famílias e do Estado somados, avançou 5,7%.

A evolução resultou de um aumento de 4,5% no consumo privado e de 10,0% no consumo público, este último bem mais contido do que os 18,7% do trimestre precedente, o que indica alguma contenção da despesa pública face ao início do ano anterior.

No que tange ao comércio externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5,5%, um ritmo ligeiramente inferior ao dos três meses anteriores. O resultado esconde, porém, direções opostas dentro do mesmo indicador: as vendas de bens ao exterior caíram 5,5% em termos homólogos, depois de terem crescido no trimestre anterior, enquanto os serviços exportados aceleraram, com uma subida de 9,7%.

Também as importações registaram uma trajetória de crescimento, com um aumento global de 6,9%. Os serviços importados foram o destaque, ao dispararem 11,4%, ainda que a um ritmo bastante inferior ao verificado no trimestre anterior. Já as importações de bens cresceram 5,7%, revertendo a ligeira quebra registada nos últimos três meses de 2025.

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