O anúncio foi feito pelo director da UFOA, Mapate Gaye, à saída de uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, no Palácio da Presidência, na cidade da Praia.
Segundo o responsável, a decisão da Assembleia Geral da UFOA de escolher Cabo Verde para receber a prova está ligada à história e ao simbolismo da competição, inspirada em Amílcar Cabral, líder da luta de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.
A primeira edição da Taça Amílcar Cabral realizou-se em 1979, na Guiné-Bissau, e o seu regresso em Cabo Verde pretende reforçar os laços históricos entre os dois países e homenagear o legado do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana. Mapate Gaye revelou que a UFOA solicitou o apoio institucional do Presidente da República para a realização do torneio e está igualmente à procura de um parceiro privado para apoiar a organização do evento.
A competição será disputada exclusivamente por jogadores que atuam nos campeonatos nacionais dos países participantes, com o objetivo de promover o futebol local e proporcionar maior visibilidade aos atletas que ainda não competem em ligas internacionais. Segundo o diretor da UFOA, a Taça Amílcar Cabral passará a realizar-se de dois em dois anos e ocupará o espaço deixado pelo Campeonato Africano das Nações para Jogadores Residentes (CHAN), reforçando o compromisso da organização com o desenvolvimento do futebol regional.
Mapate Gaye salientou ainda que a inclusão da competição no calendário oficial da UFOA representa mais um passo na consolidação das provas promovidas pelo organismo, que reúne nove países da África Ocidental, entre os quais Cabo Verde, Senegal e Guiné-Bissau. De acordo com o responsável, a maioria dos países membros dispõe de infraestruturas adequadas para acolher competições regionais, criando condições para a continuidade e expansão das iniciativas desportivas da organização.
Disputada entre 1979 e 2007, a Taça Amílcar Cabral é uma das competições mais emblemáticas do futebol da África Ocidental. O Senegal lidera o palmarés com oito títulos, seguido da Guiné-Conacri, com cinco, Mali, com três, Serra Leoa, com dois, e Cabo Verde, que conquistou o troféu por uma ocasião.