Domingo, 21 Junho 2026

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Profissionais de saúde distinguidos pela missão no navio Hondius

Os profissionais de saúde que prestaram assistência médica a bordo do navio Hondius, foram distinguidos esta quinta-feira, 18, na cidade da Praia, pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, que os classificou como os “heróis de Cabo Verde” pelo exemplo de coragem, altruísmo e sentido de missão demonstrado.

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A homenagem, segundo um comunicado do Ministério da Saúde, coincide com o regresso da médica infeciologista Maura Delgado, do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), do médico João Paulo Brito, do Centro de Saúde de Ponta d’Água, e do enfermeiro Arnaud Jonas Faure, também do HUAN, às suas atividades profissionais, após cumprirem 42 dias de quarentena.

Nesta que foi uma das suas últimas iniciativas enquanto ministro da Saúde, Jorge Figueiredo enalteceu a disponibilidade dos três profissionais para integrarem a missão, assumindo riscos pessoais em prol da proteção da saúde pública nacional. “Foi um ato de profissionalismo e de heroísmo. Por isso, considero-vos os meus heróis”, afirmou o governante, estabelecendo um paralelo entre a atuação da equipa médica e a representação de Cabo Verde no Mundial de Futebol, por ambos terem elevado o nome do país além-fronteiras.

O ministro cessante destacou que a resposta ao caso do navio Hondius mobilizou várias instituições e profissionais de saúde, mas considerou que a atuação da equipa homenageada teve um significado especial por enfrentar uma situação até então desconhecida e potencialmente grave. Na oportunidade, Jorge Figueiredo lembrou ainda que, concluída a missão a bordo do navio, os três profissionais cumpriram rigorosamente o período de quarentena, permanecendo afastados das suas famílias e do convívio social como medida de prevenção e responsabilidade sanitária.

Em representação da equipa, a médica Maura Delgado recordou que o primeiro contacto com os doentes revelou um cenário clínico e epidemiológico complexo, que exigiu decisões rápidas para diagnosticar, estabilizar os pacientes e impedir a propagação da doença. Segundo a especialista, a operação decorreu em estrita observância dos protocolos internacionais de saúde pública, tendo a proteção da população e dos próprios profissionais prevalecido sobre qualquer interesse individual.

O caso do Hondius teve início a 3 de abril, quando o navio de cruzeiro entrou nas águas de Cabo Verde após a notificação de um surto de doença respiratória a bordo, com registo de casos graves e de mortes.

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