
Proximidade e diálogo são os eixos da candidata de Joana Rosa. A candidata promete ser uma presidente próxima da população cabo-verdiana e da sua diáspora. Essas declarações foram feitas aos jornalistas, hoje, 22, no Miradouro de Alto Safende, na Cidade da Praia, numa conferência de imprensa na sequência da admissão da sua candidatura à Presidência da República pelo Tribunal Constitucional.
Sob o lema “Ouvir Cabo Verde”, Joana Rosa afirma que este é o momento de escutar aquilo que as pessoas sentem, esperam e desejam para o futuro do país, e garante que esse é um exercício que já vem desenvolvendo e que pretende continuar até à apresentação formal da candidatura.
A candidata quer ouvir “jovens à procura de oportunidades, as famílias preocupadas com o futuro dos filhos, as mulheres, sobretudo as que trabalham na economia informal e procuram conciliar a vida familiar, profissional e cívica, além dos trabalhadores, dos empresários, dos mais velhos, das populações das ilhas e dos cabo-verdianos residentes na diáspora”.
Joana Rosa justifica que este deve ser o compromisso de quem se candidata à Presidência da República, além de estar preparado para representar todos os cabo-verdianos e o país no seu conjunto. Durante a sua alocução, vincou ainda que ouvir não significa prometer tudo, mas sim conhecer melhor aquilo que o país sente e espera, para depois exercer com “responsabilidade, equilíbrio e independência as competências que a Constituição atribui ao chefe de Estado”.
Questionada sobre as mudanças que pretende introduzir caso seja eleita, Joana Rosa apontou quatro eixos. O primeiro é o respeito pela Constituição, pois afirma que o Presidente da República assume o papel de garante dos princípios e regras constitucionais. O segundo prende-se com o equilíbrio entre as instituições da República. O terceiro eixo apontado pela candidata é a promoção do diálogo entre instituições, com a sociedade civil e com os partidos políticos, de forma a criar condições para o bom funcionamento das instituições democráticas.
O quarto ponto, que classificou como o mais importante, é precisamente o exercício da proximidade, com o Presidente da República ao serviço das pessoas, da nação e da diáspora. A candidata recordou que, no sistema político cabo-verdiano, o Presidente da República não governa, mas tem responsabilidades relevantes, nomeadamente de mediação e de construção de diálogo entre instituições.
Na oportunidade, Joana Rosa agradeceu o apoio já manifestado pelo Movimento para a Democracia (MPD) e afirmou contar também com o apoio de outras forças políticas e da sociedade civil, incluindo cidadãos sem filiação partidária. Fez, no entanto, questão de separar o apoio político da independência que pretende manter no exercício do cargo. Garante que não se sentirá condicionada por quem a apoia.
A apresentação pública da candidatura de Joana Rosa para o exercício da Presidência da República acontecerá no dia 2 de outubro. Até lá, reiterou que o seu compromisso passa por continuar a ouvir Cabo Verde, as nove ilhas e a diáspora, com atenção e respeito.

















































