Terça-feira, 22 Setembro 2026

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Fogo enfrenta cortes de energia de até 24 horas

A ilha do Fogo enfrenta há vários dias cortes prolongados no fornecimento de energia eléctrica, com interrupções que, em alguns casos, chegam a atingir entre 17 e 24 horas consecutivas. Tão grandes interrupções, que afectam igualmente o abastecimento de água, estão a provocar constrangimentos vários às famílias e também aos serviços e comércio.

Os três municípios da ilha são abastecidos a partir da Central Eléctrica de São Filipe, onde a Empresa de Produção de Electricidade de Cabo Verde (EPEC) está a realizar trabalhos de manutenção no segundo grupo gerador. Num comunicado emitido há cerca de cinco dias, a EPEC informou que os trabalhos de manutenção se encontravam na fase final.

A seguir, informou ainda a EPEC, entraria na fase de testes de funcionamento, ajustes e afinações dos parâmetros e sistemas do grupo gerador, daí que também alertou que, durante o período de testes, poderiam ocorrer “perturbações ou constrangimentos pontuais com cortes parciais no sistema eléctrico da ilha”, associados aos procedimentos necessários para a colocação e estabilização do grupo em serviço.

A EPEC pediu, na ocasião, a compreensão e colaboração da população, assegurando que a equipa técnica estava a trabalhar para minimizar os impactos e resolver a situação “o mais breve possível”. Entretanto, a frequência e a duração das interrupções têm gerado manifestações de preocupação e indignação entre moradores dos três municípios, sobretudo através das redes sociais, com a população a pedir esclarecimentos sobre a situação do sistema eléctrico.

Os moradores questionam igualmente a ausência de novas informações por parte da EPEC desde o final da semana passada, nomeadamente sobre a evolução dos trabalhos, eventuais alterações no programa de manutenção ou a existência de outras avarias que possam estar a contribuir para o prolongamento dos cortes. A situação energética está também a afectar o abastecimento de água, uma vez que várias estações elevatórias e sistemas de bombagem dependem do fornecimento de electricidade para funcionar.

Em São Filipe e noutras localidades da ilha, há bairros que se encontram sem água desde o dia 19, sem uma previsão clara sobre quando o abastecimento poderá ser normalizado. Os cortes prolongados de energia estão, assim, a afectar não só as actividades quotidianas das famílias e dos estabelecimentos, mas também o fornecimento de água para consumo humano e para a agricultura.

Até ao momento, segundo as informações disponíveis, a EPEC não emitiu um novo comunicado sobre a evolução da situação, nem apresentou uma previsão para a normalização do fornecimento de energia eléctrica na ilha do Fogo. A população aguarda, por isso, novos esclarecimentos da empresa sobre as causas da persistência dos cortes e sobre o prazo previsto para a reposição da regularidade do serviço.

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