Sexta-feira, 18 Setembro 2026

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Conferência Nacional debate futuro da educação em novembro

Em novembro vai ser realizado uma Conferência Nacional sobre Educação, destinada a promover uma reflexão alargada sobre o sistema educativo, os principais desafios do setor e o modelo de educação que Cabo Verde deve adoptar.Informação avançada pelo ministro da Educação, Arnaldo Brito. 

Segundo o governante, a conferência pretende constituir-se como um espaço regular de debate sobre as políticas educativas, com a perspetiva de realização anual, de forma a garantir uma discussão contínua sobre os desafios e as respostas necessárias para o setor.

Arnaldo Brito defende que a educação deve resultar de um consenso alargado e anunciou igualmente a realização de encontros de reflexão em todos os municípios, envolvendo pais, parceiros, instituições e câmaras municipais. A iniciativa pretende permitir que as necessidades e os desafios do sector sejam discutidos também a nível local, com a participação dos diferentes atores ligados à educação.

Entre as prioridades apontadas pelo ministro está ainda o reforço da autonomia das escolas, através do que classificou como “fortalecimento institucional”, a fim de dar estabelecimentos de ensino maior capacidade para definir as suas próprias estratégias educativas.

“Queremos que cada escola seja uma escola”, afirmou Arnaldo Brito, defendendo que as escolas devem ter condições para apresentar as suas orientações, perspectivas e propostas para cada ano lectivo, em vez de receberem do Ministério da Educação todas as directrizes e procedimentos de forma detalhada.

O ministro considera que os estabelecimentos de ensino dispõem de profissionais qualificados e com capacidade para identificar problemas, desenvolver soluções e adoptar formas inovadoras de ensinar e organizar o processo educativo.

A intenção, explicou, é criar condições para que as escolas possam experimentar novas abordagens, partilhar experiências bem-sucedidas e aprender umas com as outras, evitando a adopção de modelos uniformes para todos os estabelecimentos. “Não queremos que as mesmas escolas façam as mesmas coisas, da mesma maneira. Isso é muito pobre. É empobrecedor e é ruim para os professores”, sustentou.

Para Arnaldo Brito, esta abordagem representa uma mudança na forma de gestão do sistema educativo, assente numa maior participação dos diferentes atores e numa reflexão permanente sobre as práticas e os resultados alcançados. “Estamos aqui, neste começo, para partilhar com todos o pensamento que temos e ver se conseguimos mudar isso para o bem do nosso país”, afirmou.

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