O comércio a grosso e a retalho, incluindo a reparação de veículos automóveis e motociclos, foi o principal responsável pelo resultado global. O subsetor cresceu 24,3% em termos homólogos e contribuiu isoladamente com 13,3 pontos percentuais para a variação total do índice, um valor superior ao próprio crescimento global de 12,4%. Os transportes e armazenagem somaram um contributo adicional de 1,1 pontos percentuais, com uma subida de 10,3%.
Em sentido inverso, o conjunto das restantes secções de atividade dos serviços teve um contributo negativo de 2,1 pontos percentuais para a variação total do índice. Sem o desempenho do comércio e dos transportes, o resultado global do setor teria sido bem mais modesto.
Enquanto a faturação disparou, o emprego manteve-se praticamente estável. O número de trabalhadores a tempo integral cresceu apenas 0,3% em termos homólogos, e o emprego total, que inclui outras formas de vínculo laboral, avançou 0,4%. A diferença entre os dois ritmos, mais de doze pontos percentuais de distância entre o crescimento da faturação e o do emprego, é o dado que melhor define o trimestre.
As remunerações brutas, por seu turno, subiram 11,1% em termos homólogos e 2,1% face ao trimestre anterior, um aumento igualmente muito acima do observado no número de trabalhadores.