Na prática, por cada seis atos deste tipo realizados no país, mais de cinco correspondem a casamentos e menos de um a uniões de facto. Os registos de união de facto concentram-se de forma quase absoluta em Santiago, ilha que reúne 26 dos 31 atos do semestre, o equivalente a 83,9% do total nacional.
As restantes ilhas onde este tipo de registo chegou a ser feito somam números residuais: Boa Vista e São Vicente, com dois atos cada, e Sal, com apenas um. Nenhuma outra ilha do país registou uma única união de facto neste período. Já os casamentos, embora também mais concentrados em Santiago, apresentam uma distribuição mais equilibrada pelo território nacional, representando 55,9% do total.
Ao longo do semestre, o número de uniões de facto cresceu de forma sustentada entre janeiro e maio, atingindo o pico em abril e maio, com sete registos em cada mês, antes de cair de forma acentuada em junho, quando se registaram apenas dois atos.
O padrão de queda em junho repete-se também nos casamentos, que tinham atingido o máximo em março, com 107 uniões, e recuaram para 42 no último mês do semestre, uma coincidência que aponta para um possível efeito sazonal ou algum condicionalismo operacional comum a ambos os registos nesta fase do ano.
Olhando para a série histórica, o número de uniões de facto tem oscilado sem uma tendência clara nos últimos anos: 62 registos em 2022, 48 em 2023, 52 em 2024 e 61 em 2025. Com 31 atos já contabilizados no primeiro semestre de 2026, os dados apontam para uma continuidade dessa estabilidade, mais do que para uma mudança de padrão.
A forte concentração destes registos em Santiago justifica-se pela maior densidade populacional da ilha, o que ajuda a compreender a expressão praticamente residual do fenómeno no resto do país.