Sexta-feira, 14 Agosto 2026

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Inflação em Cabo Verde abranda 1,4% em julho

A taxa de inflação em Cabo Verde fixou-se em 1,4% nos últimos doze meses até julho de 2026, uma desaceleração de 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje, 14, pelo Instituto Nacional de Estatística.

O abrandamento, conforme a mesma fonte, resultou sobretudo da subida mais moderada dos preços dos hotéis, restaurantes e cafés, que compensou o recuo sentido na categoria dos transportes, cujos preços diminuíram 0,1% no mês, depois de terem disparado 2,7% em junho.

Durante o mês de julho, os preços no consumidor subiram 0,2% em relação a junho, um ritmo inferior ao registado no mês anterior. Já a variação acumulada desde o início do ano manteve-se negativa, em (-0,7%), um valor bastante abaixo do observado no mesmo período de 2025, o que sugere que os preços em Cabo Verde têm subido, no conjunto do ano, a um ritmo mais lento do que há um ano.

Entre as classes de bens e serviços, os hotéis, restaurantes, cafés e similares foram os que mais pressionaram os preços em alta, com uma subida mensal de 1,3%, seguidos dos artigos e equipamentos domésticos e dos bens e serviços diversos, ambos com aumentos de 0,5%. Em sentido contrário, as bebidas alcoólicas e o tabaco ficaram mais baratos, com uma queda de 0,4%, enquanto os transportes também recuaram ligeiramente.

O indicador que exclui os preços mais voláteis da energia e dos alimentos frescos, conhecido como inflação subjacente, cresceu 0,7% em termos homólogos, também abaixo do valor de junho, o que reforça a leitura de que o recuo dos preços não se limita aos setores mais sensíveis a choques pontuais.

A evolução dos preços não foi uniforme entre ilhas: Santiago foi a única a registar subida mensal, de 0,3%, enquanto Santo Antão e São Vicente tiveram variações negativas, de -0,5% e -0,1%, respetivamente. Ainda assim, pelo peso que tem na economia nacional, Santiago acabou por ser a ilha que mais contribuiu para o resultado global do índice de preços.

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