O diretor artístico, bailarino e coreógrafo da companhia, José Emanuel Brandão, conhecido artisticamente como Mano Preto, encontra-se entre 05 e 26 de setembro em Roterdão, nos Países Baixos, para uma residência artística e uma digressão de performances, a convite da instituição cultural AllthingsAfrica.
Durante a estadia, e sob mentoria do artista cabo-verdiano Gery Mendes, radicado nos Países Baixos, Mano Preto participa na criação coreográfica do espectáculo “Na Ruínas”, concebido por Gery Mendes.
O artista cabo-verdiano participa igualmente como orador convidado no “Community Context Programme”, no Nieuwe Instituut, onde irá partilhar o seu percurso artístico. A programação inclui ainda a apresentação da peça a solo “Code di Dona” e um workshop/masterclass sobre práticas coreográficas contemporâneas, dirigido a profissionais e estudantes de dança locais. A deslocação marca o regresso de Mano Preto aos Países Baixos, país onde a Raiz di Polon realizou anteriormente digressões em 2001, 2007 e 2008.
Paralelamente à agenda internacional, a Raiz di Polon acolhe, na cidade da Praia, desde quinta-feira, 03, uma residência e intercâmbio artístico com a companhia colombiana En Líneas, sediada em Medellín, na sua primeira deslocação a Cabo Verde.
A residência prolonga-se até 15 de setembro e inclui sessões de intercâmbio com bailarinos da Raiz di Polon, bem como aulas abertas de ballet, jazz, dança contemporânea, dança urbana e dancehall. O programa termina no dia 15, com a apresentação da peça “Arquitectura del Movimiento”, às 19h30, no auditório do Centro Cultural Português – Instituto Camões, na cidade da Praia.
A bailarina da Raiz di Polon, Rosy Timas, encontra-se, por sua vez, em Montemor-o-Novo, Portugal, onde participa, no Espaço do Tempo, na criação da peça “Kitada”, da coreógrafa e bailarina Margarida Alfeirão. A obra parte da desflorestação massiva ocorrida a partir do século XV para abordar questões relacionadas com o colonialismo, a política ambiental, os saberes femininos e a memória. A pré-estreia de “Kitada” está prevista para sábado, 05, no Black Box do Espaço do Tempo, seguindo-se apresentações em Loulé e Guimarães.
Depois deste projeto, Rosy Timas desloca-se a Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, onde, entre 21 e 30 de Setembro, participa na última fase da residência criativa da peça teatral “A Gaivota – Ensaio Aberto”, uma adaptação da obra de Anton Tchekhov pelo Centro Dramático Galego, com encenação de Santiago Cortegoso e Neto Portela.
A bailarina cabo-verdiana, que já participou em fases anteriores do processo de criação juntamente com o colega Jeff Hessney, ficará responsável pela coordenação e limpeza dos movimentos antes da estreia da peça, marcada para 01 de Outubro, no Salón Teatro, em Santiago de Compostela. Além da temporada na cidade galega, “A Gaivota – Ensaio Aberto” tem previstas apresentações internacionais em Montevidéu, no Uruguai, Buenos Aires, na Argentina, e Belgrado, na Sérvia.