
Melhorar as ligações de transporte com o exterior é a condição essencial para que a ilha do Fogo consiga aproveitar o seu potencial económico e turístico. Foi esta a mensagem deixada pelo presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, Marcos Rodrigues, durante a 5ª Conferência dos Municípios Geminados com Mosteiros, realizada esta semana no mesmo concelho.
Segundo o responsável, os constrangimentos no setor dos transportes figuram entre os principais entraves ao crescimento da ilha e dificultam a circulação de pessoas, produtos e investimentos. “O Fogo tem que sair para fora”, afirmou, ao defender que só com ligações mais eficientes ao exterior será possível impulsionar o turismo e captar mais negócios para a região.
Na sua intervenção, Marcos Rodrigues apontou também o vinho, o café e a gastronomia como produtos com potencial ainda por explorar, por isso, defende que a sua valorização passa por investir na transformação, na qualidade e na apresentação destes produtos, associando-os a uma narrativa ligada à identidade da ilha.
O presidente da CCS considerou igualmente essencial acompanhar os investidores ao longo de todo o processo, desde a estruturação inicial dos projetos até à sua concretização, além de facilitar o acesso a financiamento e apoiar a criação de negócios com sustentabilidade a longo prazo.
Para Marcos Rodrigues, a ilha do Fogo reúne recursos e competências suficientes para desempenhar um papel mais relevante na economia nacional, porém, reitera que essa evolução exige uma ação conjunta entre o setor privado, os municípios, as instituições públicas, os investidores e a comunidade local. Relação essa que, segundo o mesmo, ultrapassa a lógica de mera subsistência económica em favor de uma estratégia de crescimento e criação de riqueza.

















































