Quarta-feira, 12 Agosto 2026

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Condutores de hiaces pedem aumento das tarifas

Linha Praia-Pedra Badejo já tem a tarifa efetivamente atualizada, o preço subiu de 200 para 250 escudos, decisão tomada pelos próprios condutores de hiaces, para fazer face ao aumento sucessivo do custo dos combustíveis. Nas restantes linhas (Santiago; Assomada; Tarrafal; São Lourenço dos Órgãos e Calheta), os condutores continuam a reivindicar um aumento semelhante, pois alegam que os preços atuais já não cobrem os custos de exploração da atividade.

Um dos condutores da linha Praia-Pedra Badejo, que preferiu não ser identificado, explicou à Inforpress que a subida resultou da dificuldade em continuar a operar com uma tarifa desatualizada há quase seis anos, tendo emm conta em que o custo dos combustíveis aumenta praticamente todos os meses. Nas paragens, a reação dos passageiros dividese: há quem manifesta surpresa com o novo valor, mas também quem reconhece que a subida do gasóleo tem pressionado tanto o orçamento dos condutores como o das próprias famílias.

Nas linhas onde a tarifa ainda não mudou, a pressão dos condutores é crescente. Por exemplo, na linha Praia-Assomada, o condutor Arnaldo Cardoso descreve a situação da classe como muito complicada e defende que os aumentos frequentes nos combustíveis devem refletir-se automaticamente no preço do transporte. Já na linha Praia-Tarrafal, Elton Cabral afirma que os transportadores trabalham hoje praticamente só para pagar o combustível: segundo os números que apresentou, uma viagem nesta linha pode gerar cerca de 8.400 escudos de receita, dos quais até 6.000 escudos são consumidos apenas em gasóleo.

Cabral aponta ainda como agravante o excesso de hiaces nas filas de espera em Tarrafal, o que reduz o número de viagens possíveis por dia, e as viagens de regresso à Praia feitas sem passageiros. Já em São Lourenço dos Órgãos, o condutor Manuel de Jesus Gonçalves descreve o impacto da subida dos combustíveis como muito negativo para a atividade e lamenta que qualquer tentativa de ajustar o preço seja recebida pelos passageiros com reclamações e hostilidade.

Também na linha Praia-Calheta os condutores confirmaram dificuldades semelhantes, apontam dias em que o rendimento de uma única volta mal chega para cobrir o custo do combustível gasto. Além da pressão financeira, os condutores apontaram ainda problemas nas condições de trabalho na paragem, mencionam a existência de um esgoto a céu aberto e a ausência de instalações sanitárias no local.

Inforpress

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