Quarta-feira, 30 Setembro 2026

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Joana Rosa apresenta publicamente candidatura à Presidência da República

A candidata à Presidência da República, Joana Gomes Rosa Amado, apresenta publicamente a sua candidatura amanhã, 1 de outubro, no Auditório da Assembleia Nacional, na Cidade da Praia. A sessão está prevista para as 17h00, em Achada Santo António.

A iniciativa acontece depois de um período de auscultação realizado nas ilhas e junto das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Sob o lema “Ouvir Cabo Verde”, Joana Rosa tem defendido uma candidatura assente na proximidade com os cidadãos e na identificação das suas principais preocupações e expectativas.

Na apresentação pública, a candidata deverá dar a conhecer a sua visão para o exercício do mandato presidencial, assim como os princípios e compromissos que pretende assumir perante os cabo-verdianos para os próximos cinco anos.

Joana Rosa, de 61 anos, é natural do Maio e tem uma carreira política marcada por cerca de duas décadas de participação parlamentar e pelo exercício de diferentes funções de liderança. É formada em Direito, possui pós-graduação em Direito Bancário, Governação e Administração e é mestre em Governação e Administração. Antes de entrar na política, exerceu advocacia e consultoria jurídica.

No Parlamento, foi deputada da Nação, vice-presidente da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) e vice-presidente da Rede de Mulheres Parlamentares. Desempenhou igualmente funções de presidente da Assembleia Municipal do Maio, além de ter integrado comissões parlamentares ligadas a matérias jurídicas. No percurso profissional, foi também consultora do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Joana Rosa exerceu ainda o cargo de ministra da Justiça durante cinco anos, antes de avançar para a corrida presidencial. Ao anunciar a candidatura, apontou a experiência parlamentar, os cargos de liderança e a passagem pelo Governo como parte do percurso que pretende colocar ao serviço da Presidência da República.

Após a validação da sua candidatura pelo Tribunal Constitucional, Joana Rosa afirmou que pretende exercer uma “magistratura de proximidade”, baseada no diálogo e no respeito pela Constituição. Tem igualmente defendido a necessidade de equilíbrio entre os diferentes órgãos de soberania e de instituições que funcionem com independência e capacidade de fiscalização mútua.

A candidata recebeu o apoio do MpD, mas tem afirmado que a sua candidatura pretende ultrapassar o espaço partidário e constituir-se como uma plataforma aberta a diferentes sensibilidades da sociedade cabo-verdiana.

Nas eleições presidenciais de 15 de novembro de 2026, Joana Rosa integra a lista de seis candidaturas definitivamente admitidas pela Comissão Nacional de Eleições. É a única mulher entre os candidatos admitidos e tem manifestado a ambição de se tornar a primeira mulher a exercer a Presidência da República de Cabo Verde.

A apresentação pública de 1 de outubro deverá, assim, marcar uma nova etapa da campanha de Joana Rosa, com a divulgação mais detalhada da sua visão para o exercício da Presidência e dos compromissos que pretende apresentar ao eleitorado.

Risco e Riso
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