
Santiago, Maio, Fogo e Brava são as primeiras ilhas a receber o projeto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde”. O ministro do Ambiente, Ação Climática e Energia, Carlos Varela, anunciou o arranque esta sexta-feira, 02, na Praia.
As intervenções vão abranger áreas marinhas, costeiras e terrestres, incluindo áreas protegidas e parques naturais, com foco na pesca sustentável e na gestão e promoção de um turismo que preserve a natureza. A iniciativa, cujo objetivo é conciliar a proteção dos recursos naturais com o rendimento das comunidades que deles vivem, conta com um investimento de 41 milhões de dólares ao longo de cinco anos.
O Governo conta com outros parceiros para completar o restante financiamento, sendo que o Fundo Global para o Ambiente (GEF) já garantiu 10 milhões de dólares. Carlos Varela defende que a proteção ambiental deve andar a par da criação de rendimento para quem depende dos recursos naturais, como os pescadores e as mulheres que vendem pescado. O ministro quer que a biodiversidade e os recursos existentes sejam aproveitados no turismo, com envolvimento das pessoas em maior fragilidade económica.
O governante abordou também a apanha de areia. O Governo prepara um programa nacional para criar alternativas de rendimento às famílias que vivem desta atividade e advoga a produção de areia mecânica, com investimento privado. Só depois de assegurar essas alternativas o Executivo pretende restringir a apanha de forma efetiva, por causa dos impactos ambientais.
O projeto é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e executado pelo Ministério do Ambiente, Ação Climática e Energia, através da Direção Nacional do Ambiente (DNA). Depois desta primeira fase, será avaliada a experiência e a possibilidade de alargar a iniciativa a outras ilhas.






















































