Segunda-feira, 02 Novembro 2026

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Gasolina fica mais barata, mas petróleo sobe para 225$70 por litro

A gasolina e o gasóleo registam descidas de preços em novembro, enquanto o petróleo e os fuelóleos ficam mais caros, tendo em conta que os preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde apresentam um aumento médio de 0,29%, segundo a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

De acordo com a atualização divulgada pela agência reguladora, os novos preços máximos entraram em vigor às 00h00 de domingo, 1 de novembro, e mantêm-se até ao dia 30 do mesmo mês. Conforme a nova tabela, a gasolina passa de 197$20 para 189$30 por litro, enquanto o gasóleo normal baixa de 190$30 para 185$80. O gasóleo destinado à produção de eletricidade passa de 175$80 para 171$20 por litro e o gasóleo marinha desce de 153$30 para 149$40.

Em sentido contrário, o petróleo aumenta de 216$90 para 225$70 por litro. O fuelóleo 380 passa de 94$80 para 100$20 por quilograma, enquanto o fuelóleo 180 sobe de 104$90 para 109$20 por quilograma. Relativamente ao gás butano, os preços mantêm-se inalterados. O quilograma a granel continua a custar 149$40, enquanto as garrafas de três, seis, 12,5 e 55 quilogramas são comercializadas a 426$00, 897$00, 1.868$00 e 8.219$00, respetivamente.

Segundo a ARME, a manutenção dos preços do gás butano resulta da aplicação do regime excecional de mitigação aprovado pelo Governo, através da Resolução n.º 117/2026, de 30 de outubro. A medida prevê que, durante novembro, o Governo comparticipe integralmente a diferença positiva entre o preço calculado ao abrigo do regime ordinário e o valor aplicado ao consumidor. Com esta intervenção, pretende-se evitar um aumento de 40,90%, equivalente a 61$10 por quilograma.

A agência reguladora explica que a atualização dos preços reflete, sobretudo, a evolução das cotações internacionais dos produtos petrolíferos durante outubro e as variações da taxa de câmbio entre o euro e o dólar. Neste período, a cotação média do petróleo Brent fixou-se em 105,76 dólares por barril, que representa um aumento de 6,65% face aos 99,16 dólares registados em setembro.

De acordo com a ARME, a subida foi impulsionada principalmente pelo agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, pelos receios de perturbações no abastecimento internacional de petróleo, pela redução dos stocks de crude nos Estados Unidos e por constrangimentos na oferta internacional. 

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