
O ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, afirmou hoje que “não há motivos para alarmismo” face aos casos de covid-19 registados em Cabo Verde, considerando que a situação atual é “significativamente mais estável” do que em períodos anteriores.
Em declarações à imprensa, o governante destacou que os dados disponíveis não justificam, neste momento, a adoção de novas medidas restritivas, embora apela à manutenção dos cuidados de prevenção, sobretudo entre os grupos considerados mais vulneráveis.
Questionado sobre o eventual aumento de infeções, Lúcio Fernandes comparou os dados mais recentes com os registados no período homólogo anterior e salientou que, desde o início do ano, foram contabilizados 177 casos de covid-19. “O total de casos registados no mês de setembro é menor do que o total contabilizado em junho do ano passado. Os casos detetados não apresentam complicações graves e não há registo de mortes”, afirmou.
O ministro considerou ainda que a covid-19 deve atualmente ser encarada de forma semelhante à influenza, ou gripe comum, enquanto vírus respiratório que apresenta picos sazonais ao longo do ano. Neste contexto, Lúcio Fernandes garantiu que não está prevista a adoção de medidas restritivas e destaca o papel da vacinação no controlo da gravidade da doença e na redução da mortalidade.
Segundo o governante, a campanha de vacinação permitiu proteger uma parte significativa da população contra formas graves da covid-19 e contribui para que os casos atualmente identificados não estejam associados a quadros clínicos de maior gravidade.
Apesar do cenário considerado estável, o ministro deixou recomendações específicas para os grupos de risco, nomeadamente idosos, pessoas com doenças crónicas e indivíduos imunodeprimidos. Para estes grupos, aconselhou o uso de máscara em locais com grande concentração de pessoas, bem como a lavagem frequente das mãos, como medidas de prevenção contra a transmissão de vírus respiratórios.
O Ministério da Saúde mantém, assim, a monitorização da situação epidemiológica, mas considera que os dados atuais não justificam medidas excecionais ou restritivas no país.

















































