
Os preços dos combustíveis em Cabo Verde estão 6,86% mais caros em agosto, conforme a atualização da tabela de preços máximos de venda ao consumidor, divulgada pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME). O aumento, que abrange praticamente todos os combustíveis à venda no país, já está a gerar reações entre profissionais do setor dos transportes, que reclamam uma revisão urgente das tarifas cobradas aos passageiros.
Segundo a nova tabela da ARME, o litro de gasolina passou de 162 para 168,10 escudos, enquanto o gasóleo normal subiu de 139,90 para 157,60 escudos. Também o gasóleo para eletricidade e o gasóleo marinha ficaram mais caros, fixando-se agora em 143,10 e 125 escudos por litro, respetivamente.
O petróleo acompanhou a tendência, passando para 181,10 escudos por litro, e os fuelóleos 380 e 180 subiram para 88,40 e 95,20 escudos por quilograma. Já o gás a granel desceu ligeiramente, para 141,60 escudos por quilograma, embora o preço das garrafas de uso doméstico se mantenha inalterado face à tabela anterior.
Já o gás a granel passa de 143,20 para 141,60 escudos por quilograma, enquanto as garrafas de 12,5 quilos passam a custar 1.770 escudos, as de seis quilos 850 escudos, as de três quilos 404 escudos e as de 55 quilos 7.790 escudos.
A ARME justificou os aumentos com a evolução das cotações internacionais de referência, explicando que produtos como o Jet A1 e o gasóleo ULSD registaram subidas de 14,16% e 19,50%, respetivamente, nos mercados externos.
A agência reguladora precisou ainda que, apesar destes aumentos, a cotação média do petróleo Brent recuou 1,87% em julho, para 83,01 dólares por barril, uma descida que atribuiu ao maior otimismo gerado pelas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
Nas ruas da Praia, o aumento foi recebido com indignação por condutores de hiaces e taxistas, que pedem ao Governo uma revisão das tarifas de transporte público para compensar o agravamento dos custos operacionais.
Sidónio Martins, que faz a linha Praia/Tarrafal, disse à Inforpress que a classe enfrenta dificuldades crescentes com as sucessivas subidas dos combustíveis, sem que as tarifas cobradas aos passageiros sejam atualizadas na mesma proporção. Assim sendo, defende que a ARME deveria ponderar o impacto destas decisões sobre os transportadores.
Também o motorista Nelson Tavares, da linha Praia/Assomada, considerou os efeitos económicos “significativos” para quem trabalha no setor, uma vez que os preços das viagens se mantêm inalterados apesar do aumento dos custos.
O condutor defendeu ainda um alívio fiscal para a classe, lembrando que os hiacistas pagam cerca de sete mil escudos em impostos trimestrais, valor que, na sua opinião, poderia ser reduzido para atenuar o impacto da subida dos combustíveis.
Já o taxista Janito Moreira resumiu as dificuldades do dia a dia da profissão às despesas com fretes e combustíveis, agravadas por clientes que, cada vez mais, reclamam dos preços praticados.
Fonte: Inforpress
















































