Quarta-feira, 01 Julho 2026

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Neonatologista destaca progressos na redução da mortalidade infantil

Cabo Verde reduziu a mortalidade infantil de 108 para 10,8 mortes por cada mil nados-vivos desde a independência, mas o país tem condições para baixar ainda mais este indicador. Posição defendida na segunda-feira, 29, na cidade da Praia, pelo diretor do Serviço de Neonatologia do Hospital Agostinho Neto, António Cruz, à margem do workshop “Jornalismo que transforma – histórias que salvam e dão voz à saúde de mães e crianças”.

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Segundo o especialista, o objetivo do setor é atingir uma taxa inferior a dez mortes por cada mil nados-vivos, sabendo que a maioria dos óbitos infantis ocorre atualmente no período neonatal, sobretudo entre bebés prematuros. Para inverter este cenário, António Cruz defende um conjunto de medidas que considera essenciais nos próximos anos.

Entre eles, destaca o reforço do acompanhamento pré-natal como prioridade, por permitir identificar precocemente grávidas com risco de parto prematuro e encaminhá-las a tempo para hospitais centrais, onde existem melhores condições de assistência. O diretor sublinha também a necessidade de melhorar os meios de diagnóstico durante a gravidez, nomeadamente através de mais e melhores ecografias, para possibilitar intervenções atempadas nos casos de maior risco.

Outro ponto crítico identificado pelo responsável é o transporte de recém-nascidos prematuros entre ilhas e concelhos. António Cruz defende a criação de melhores condições logísticas para garantir que estas transferências sejam feitas em segurança até às unidades hospitalares especializadas. O responsável considera este investimento determinante para aumentar as hipóteses de sobrevivência dos bebés mais frágeis.

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