A equipa da ilha do Sal entrou determinada e adiantou-se cedo no marcador. Logo aos cinco minutos, Tatau aproveitou uma oportunidade dentro da área para fazer o 1-0, colocando o campeão em vantagem. O Mindelense, contudo, reagiu de forma positiva, assumiu o controlo do jogo em largos períodos da primeira parte e criou várias ocasiões de perigo. A igualdade surgiu já perto do intervalo, aos 47 minutos, quando Bis converteu com sucesso uma grande penalidade, fixando o resultado em 1-1. No segundo tempo, a formação de São Vicente manteve a pressão e consumou a reviravolta aos 64 minutos, através de Eric, deixando os encarnados muito perto da conquista do título nacional.
Quando a vitória parecia assegurada para o Mindelense, o Palmeira voltou a mostrar capacidade de reação. Já em período de descontos e a escassos segundos do apito final, Kichone marcou o golo do empate, levando a decisão para o prolongamento. Nos 30 minutos suplementares, nenhuma das equipas conseguiu voltar a marcar, apesar das oportunidades criadas e do desgaste físico evidente, remetendo a atribuição do título para o desempate por grandes penalidades.
Da marca dos 11 metros, o Palmeira revelou maior eficácia e sangue-frio, vencendo por 3-2 e assegurando a revalidação do título nacional, conquistando assim o segundo campeonato consecutivo da sua história. No final da partida, o treinador do Palmeira, Toca Leite, destacou o espírito de luta da equipa e a confiança demonstrada até ao último instante.