Cabo Verde, Marrocos, Senegal, Costa do Marfim, Egito, Argélia, Gana, República Democrática do Congo, e África do Sul continuam na luta pelo título mundial, enquanto Tunísia ficou pelo caminho, terminando entre as seleções com pior desempenho da competição.
A África torna-se o segundo continente com mais seleções qualificadas para esta etapa do Mundial, apenas atrás da Europa, que conta com 13 equipas entre as 32 sobreviventes da competição.
Entre os destaques está Cabo Verde, que, na sua estreia absoluta num Campeonato do Mundo, conseguiu uma qualificação histórica para os 16 avos de final sem conhecer a derrota. Os Tubarões Azuis somaram três empates na fase de grupos, terminaram no segundo lugar do Grupo H e conquistaram o respeito da comunidade futebolística internacional.
Além da seleção cabo-verdiana, várias equipas africanas também escreveram páginas inéditas nas suas histórias. África do Sul, Costa do Marfim, Egito e República Democrática do Congo voltaram a atingir ou alcançaram pela primeira vez a fase a eliminar, reforçando a evolução competitiva das seleções do continente.
Marrocos, por sua vez, voltou a confirmar o estatuto de uma das principais forças africanas, depois da histórica campanha no Mundial do Catar, em 2022, quando se tornou a primeira seleção africana e árabe a atingir as meias-finais da competição, terminando no quarto lugar. A caminhada africana prossegue agora com duelos de elevado grau de dificuldade. A África do Sul defronta o Canadá, Marrocos mede forças com a Holanda, Costa do Marfim enfrenta a Noruega, Senegal joga frente à Bélgica, República Democrática do Congo encontra a Inglaterra, Egito terá pela frente a Austrália, Cabo Verde desafia a campeã mundial Argentina, Argélia enfrenta a Suíça e Gana cruza-se com a Colômbia.
A expectativa é elevada quanto à possibilidade de o continente superar o seu melhor registo de sempre numa Copa do Mundo e voltar a colocar uma seleção africana entre as principais protagonistas da competição.