Quarta-feira, 16 Setembro 2026

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MNEC assinala Dia da Diplomacia com homenagem às 25 vítimas do Fogo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades (MNEC) assinalou hoje, 16 de setembro, o Dia da Diplomacia Cabo-Verdiana com uma cerimónia de homenagem às 25 vítimas mortais do acidente ocorrido na ilha do Fogo, no dia 5 deste mês, num gesto de solidariedade para com as famílias enlutadas e os sobreviventes.

A cerimónia, realizada no Salão Nobre “Silvino da Luz”, nas instalações do MNEC, em Achada de Santo António, cidade da Praia, reuniu o corpo diplomático acreditado em Cabo Verde e foi marcada por um minuto de silêncio em memória das vítimas, seguido de um momento musical protagonizado por duas crianças ao piano.

Ao presidir o acto, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e da Defesa Nacional, Manuel Amante da Rosa, manifestou a solidariedade do Governo às famílias afectadas pela tragédia. “É com profunda emoção que abro esta cerimónia de homenagem no Dia da Diplomacia Cabo-verdiana, com uma homenagem às vítimas da ilha do Fogo”, afirmou.

O governante sublinhou que o dia 16 de Setembro representa mais do que uma efeméride, constituindo uma oportunidade para homenagear todos os que, com “dedicação, patriotismo e inabalável sentido de Estado”, representam ou representaram Cabo Verde nos diferentes quadrantes do mundo.

Segundo Manuel Amante da Rosa, a diplomacia cabo-verdiana constitui um “recurso estratégico” e uma “força de moderação dialogante”, orientada para a defesa dos interesses nacionais e para a projecção dos valores da República de Cabo Verde.

O ministro destacou ainda a amplitude das missões confiadas aos diplomatas cabo-verdianos, sobretudo perante os desafios que afectam o arquipélago e que, defendeu, exigem uma actuação “activa, devotada e crucial” para transformar adversidades em oportunidades e resultados concretos.

“A diplomacia tem sido, ao longo da história de Cabo Verde, muito mais do que a defesa de interesses nacionais. Tem sido a projecção dos nossos valores e desta nação que, mesmo antes de ser Estado, preservava e preserva o humanismo, a coesão e a solidariedade”, afirmou.

Neste contexto, considerou que a celebração deste ano assume um significado particular, ao transformar-se também numa data de “memória, luto e solidariedade”, em homenagem às vítimas do acidente ocorrido no Fogo. “Os valores que marcam a nossa diplomacia ganham um sentido mais profundo e a nossa rede diplomática une-se num só gesto”, salientou.

Manuel Amante da Rosa destacou igualmente o significado simbólico da ilha do Fogo, que considerou fazer parte da “alma colectiva” cabo-verdiana pela sua fé, força e resiliência. “Este momento mostra a razão da nossa diplomacia, servir os cabo-verdianos onde quer que estejam”, afirmou, assegurando que o Governo continuará a trabalhar para que a rede diplomática seja um instrumento de protecção, apoio e proximidade às comunidades cabo-verdianas no exterior.

O governante garantiu igualmente que a diplomacia continuará a contribuir para a promoção do desenvolvimento de todas as ilhas, incluindo o Fogo. “Nos momentos difíceis é a nossa coesão e solidariedade que nos fortalece. Deixamos uma mensagem de esperança”, acrescentou.

Durante a cerimónia, o Governo reafirmou também o compromisso de continuar a apoiar os sobreviventes e os familiares das vítimas mortais do acidente, através de uma abordagem multidimensional. O Dia da Diplomacia Cabo-verdiana é celebrado anualmente a 16 de Setembro, data instituída oficialmente pela Resolução n.º 80/2022 do Conselho de Ministros, de 10 de Agosto, com o propósito de homenagear e valorizar a diplomacia cabo-verdiana e o papel dos diplomatas na projecção internacional do país.

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