
Os profissionais de saúde que aguardam pelos retroativos e pelas melhorias salariais previstas no Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) vão ter de esperar até 2027. O anúncio foi feito esta terça-feira, 18, pelo ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, que justificou a decisão com a falta de margem orçamental para rever o plano já este ano.
Segundo o ministro, o recente orçamento retificativo teve de dar prioridade a um problema mais urgente: a escassez de fármacos e insumos médicos nas estruturas hospitalares do país.
Fernandes revela que o Governo canalizou 300 milhões de escudos para pagar a fornecedores e garantir a compra de medicamentos, reagentes e consumíveis, após o setor ter fechado o mês de junho com um saldo negativo de 130 milhões de escudos, um défice que, conforme o governante, tornou incontornável a contenção financeira noutras áreas, incluindo os salários.
Fernandes reconhece a dimensão da dívida acumulada, lembrando que o PCFR foi negociado com efeitos retroativos a março do ano passado, um compromisso que descreve como uma dívida considerável para o Estado, agravada pelo facto de vários profissionais de saúde terem ficado de fora do próprio plano.
Assim sendo, promete trabalhar para resolver esta situação, mas pede compreensão aos profissionais, defendendo que não é possível resolver em apenas dois meses um processo negocial que se arrastou ao longo de três a quatro anos.
Apesar do adiamento, o ministério da Saúde garante já ter arrancado com a preparação do Orçamento do Estado para 2027, com o objetivo de definir, em conjunto com as estruturas sindicais, as prioridades de pagamento dos retroativos e a integração dos trabalhadores ainda excluídos do PCFR.

















































