
O ministro cessante da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, despede-se das funções governativas com um balanço positivo do mandato. Afirma deixar o cargo com “sentimento de dever cumprido” e a convicção de que o setor registou avanços importantes, apesar dos desafios que ainda persistem. A mensagem de despedida foi divulgada esta quinta-feira, 18.
No âmbito do encerramento da legislatura 2021-2026, Augusto Veiga agradeceu ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, pela confiança depositada na sua nomeação e considerou ter sido “uma honra” servir Cabo Verde numa área à qual dedica grande parte da sua vida profissional.
O governante destacou que os resultados alcançados ao longo de um ano e dez meses foram fruto de um intenso trabalho de equipa, por isso, enalteceu o empenho dos colaboradores do ministério e dos dirigentes das várias instituições ligadas à cultura e às indústrias criativas.
Entre essas estruturas, referiu o Instituto do Património Cultural, a Biblioteca Nacional, o Arquivo Histórico Nacional, a Direcção-Geral das Artes e das Indústrias Criativas, o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design, o Centro Cultural do Mindelo, o IGQPI e a Academia de Artes Cesária Évora.
Augusto Veiga fez igualmente questão de reconhecer o legado recebido do anterior titular da pasta, salientando que procurou dar continuidade aos projetos em curso e consolidar iniciativas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do setor.
No balanço do mandato, admitiu que nem todos os objetivos inicialmente traçados foram alcançados, mas considerou que as limitações encontradas não impediram a concretização de importantes conquistas em várias áreas da cultura e das indústrias criativas.
Veiga defende que o setor continua a necessitar de investimentos e de políticas públicas capazes de reforçar a sua sustentabilidade e dignificação, daí, manifesta confiança de que o trabalho desenvolvido terá continuidade nos próximos anos. Na mesma mensagem, Augusto Veiga desejou sucessos na condução do ministério e reiterou a importância da cultura enquanto instrumento de desenvolvimento económico, social e de afirmação da identidade nacional.
A concluir, anunciou o regresso ao setor privado, onde trabalhou durante três décadas, garantindo, contudo, que continuará ligado à cultura cabo-verdiana. Na oportunidade, agradeceu aos artistas, criadores e agentes culturais de Cabo Verde e da diáspora pelo apoio, colaboração e aprendizagem partilhada ao longo da sua passagem pelo Governo.

















































