
Transportes, energia, formação profissional e combate à pobreza estão entre as prioridades apontadas pelo presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS). Marcos Rodrigues defendeu esta quarta-feira, 20, reformas urgentes para dinamizar a economia e melhorar a competitividade do país.
Entre as propostas apresentadas pela instituição empresarial está a redução do preço das passagens aéreas domésticas para cinco mil escudos, medida que considera viável através de uma reorganização das despesas públicas no setor dos transportes.
O presidente da CCS, Marcos Rodrigues, afirmou à Inforpress que a conectividade entre as ilhas continua a ser um dos principais entraves ao desenvolvimento económico, e defende maior investimento nos transportes internos para aproximar pessoas, negócios e oportunidades.
Segundo explicou, a proposta passa por reduzir subsídios e incentivos considerados excessivos nos transportes internacionais e direcionar esses recursos para apoiar a aviação doméstica, sobretudo em benefício das ilhas mais isoladas.
O responsável sustentou que o reforço dos transportes interilhas poderá gerar retorno económico imediato através do aumento da atividade comercial, turística e fiscal em regiões como Brava e Maio. A retenção de jovens no país foi outra das preocupações destacadas pela CCS, que defende uma aposta forte na formação técnica e profissional ajustada às necessidades reais do mercado de trabalho.
Marcos Rodrigues considerou que Cabo Verde precisa criar perspetivas concretas de rendimento e empregabilidade para evitar a saída crescente de jovens para o exterior, e aponta profissões técnicas como áreas com potencial de boa remuneração no mercado nacional.
A criação de institutos técnicos e de zonas económicas especiais para as ilhas mais aftadas pela interioridade também integra as propostas defendidas pela organização empresarial. Na área energética, a CCS apelou a uma aceleração da transição para energias renováveis, considerando que a dependência dos combustíveis fósseis continua a pesar nos custos de produção e na economia nacional.
O dirigente empresarial defendeu igualmente medidas de combate à pobreza, redução da burocracia, modernização tecnológica do Estado e maior transparência nos concursos públicos. A CCS considera ainda necessária uma reestruturação do setor digital, defende uma revisão do funcionamento de algumas instituições ligadas à tecnologia e digitalização no país.












































