Sábado, 24 Outubro 2026

Freskinhe Freskinhe

Praia: Movimento pan-africano marcham em apoio ao povo guineense

O movimento pan-africano realiza, sábado, na cidade da Praia, uma manifestação de solidariedade com o povo da Guiné-Bissau, para exigir a libertação de presos políticos, o restabelecimento da ordem constitucional e maior transparência na mediação da crise política guineense pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A iniciativa integra uma mobilização internacional, com ações previstas também em Dakar, capital do Senegal, Lisboa e outras cidades, e visa reunir, no mesmo dia, diferentes manifestações de apoio à população guineense. Em declarações à imprensa, após a entrega de um memorando à Embaixada do Senegal, na Praia, a representante do grupo, Inês Moussa Sambu, defendeu uma posição mais clara do Senegal, enquanto mediador da CEDEAO na crise política da Guiné-Bissau.

“O povo da Guiné-Bissau precisa de mais esclarecimento, porque não vimos nenhuma posição clara do Senegal como mediador do assunto da Guiné-Bissau”, afirmou. A representante manifesta preocupação com a situação dos presos políticos e questionou os resultados dos esforços anteriormente desenvolvidos pelo Presidente senegalês para a libertação de detidos naquele país.

Inês Moussa Sambu critica igualmente a atuação da CEDEAO na resolução das crises políticas nos países membros, considera que a organização deve demonstrar maior clareza na defesa da democracia e da ordem constitucional.

A porta-voz denuncia ainda alegadas limitações ao exercício das liberdades na Guiné-Bissau, nomeadamente no que diz respeito à liberdade de expressão dos cidadãos e ao trabalho dos jornalistas. “Queremos um Estado democrático, onde o povo é que tem voz, porque o povo é que manda”, declarou, defendendo condições para que a população guineense possa viver em paz e ter acesso a serviços essenciais, como a educação e a saúde.

Quanto aos próximos passos, Inês Moussa Sambu afirma que, caso o Senegal não consiga contribuir para uma solução da crise, o movimento defende a transferência da mediação para outro país. Após a manifestação, o grupo pretende dar continuidade ao trabalho no âmbito de uma frente única de solidariedade com a Guiné-Bissau e avaliar outras medidas de mobilização.

Partilhar esta notícia

Risco e Riso
×