
A ilha do Fogo enfrenta, desde 18 de setembro, interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica, com cortes superiores a 24 horas registados nos últimos três dias, situação que está a afetar famílias, operadores económicos e o funcionamento de diversas atividades na ilha.
Na cidade de São Filipe, vários bairros da parte alta permanecem sem eletricidade há mais de 24 horas, enquanto informações partilhadas nas redes sociais dão conta de interrupções igualmente prolongadas em outras localidades da ilha.
Os cortes têm provocado constrangimentos no quotidiano das famílias e prejuízos aos operadores económicos, sobretudo devido às dificuldades na conservação de produtos, no funcionamento de estabelecimentos comerciais e na prestação de serviços que dependem do fornecimento regular de energia.
Para além dos impactos económicos, a principal preocupação manifestada pela população prende-se com a falta de informações atualizadas sobre as causas das interrupções e sobre o prazo previsto para a reposição da normalidade. Até ao momento, não são conhecidos esclarecimentos recentes da Empresa de Produção de Electricidade (EPEC) e da Empresa de Distribuição de Electricidade (EDEC) sobre a evolução da situação e as medidas adoptadas para ultrapassar os constrangimentos.
Segundo informações recolhidas, também responsáveis das câmaras municipais, deputados e outras autoridades locais não dispõem de dados concretos sobre a origem dos cortes ou sobre a previsão para a regularização do fornecimento. Nas redes sociais circulam informações que apontam o alegado término do aluguer de um gerador como uma das possíveis causas das interrupções. Esta informação, contudo, não foi confirmada oficialmente pelas empresas responsáveis pelo sistema eléctrico da ilha.
A última comunicação pública da EPEC sobre a situação remonta a 18 de setembro, quando a empresa informou que se encontrava na fase final a manutenção do segundo grupo gerador da Central Eléctrica de São Filipe. Na altura, a EPEC explicou que, depois da conclusão dos trabalhos, seriam realizados testes de funcionamento, bem como ajustes e afinações dos parâmetros e sistemas do grupo gerador.
A empresa tinha igualmente alertado que, durante o período de testes, poderiam ocorrer “algumas perturbações ou constrangimentos pontuais”, incluindo cortes parciais no sistema eléctrico da ilha, associados aos procedimentos necessários para a colocação e estabilização do equipamento em serviço. Entretanto, desde essa comunicação, não foram divulgadas novas informações públicas pela EPEC sobre a evolução da situação, apesar da persistência dos cortes e do agravamento das interrupções nos últimos dias.
Em vários pontos da ilha, a falta prolongada de energia está a aumentar a preocupação entre os consumidores e operadores económicos, que reclamam informações sobre as causas da situação, as medidas em curso e a previsão para a reposição do fornecimento regular.
A população aguarda, assim, por esclarecimentos das entidades responsáveis pelo setor eléctrico, sobretudo numa altura em que as interrupções prolongadas começam a afetar de forma significativa a conservação de alimentos, o comércio e outras atividades dependentes da electricidade. Enquanto não são apresentadas novas informações oficiais, permanecem as dúvidas sobre a origem dos cortes e sobre o prazo necessário para a recuperação da capacidade de produção e distribuição de energia na ilha do Fogo.






















































