Quarta-feira, 22 Abril 2026

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ARME reforça papel na promoção de uma governação digital inclusiva e sustentável

O Fórum de Governação da Internet de Cabo Verde (IGF-CV) está a assumir “um papel cada vez mais determinante” no desenvolvimento sustentável, inclusivo e competitivo das nações, afirmou nesta terça-feira, 21 de abril, a presidente do conselho de administração da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), Leonilde Santos.

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Ao presidir à abertura do evento, que decorreu na cidade da Praia, a dirigente da ARME destacou que o fórum vai além de um simples espaço de reflexão, afirmando-se como uma plataforma de construção coletiva sobre o futuro digital do arquipélago. Segundo Leonilde Santos, o IGF-CV constitui um espaço de debate inclusivo, plural e interativo, capaz de reunir diferentes vozes e perspetivas na definição de políticas públicas para a Internet, numa sociedade “cada vez mais mediada pelo digital”.

A presidente do CA da ARME sublinhou ainda que o evento está alinhado com os princípios do Fórum de Governação da Internet das Nações Unidas ─ e consolidou-se, ao longo das suas edições, como o principal espaço nacional de diálogo entre o Estado, reguladores, sector privado, academia e sociedade civil. 

Leonilde Santos recordou também que a primeira edição decorreu em 2020, em formato virtual, em pleno contexto pandémico e, neste momento, encontra-se numa “clara trajetória de consolidação”. No entanto, alertou a responsável pela ARME, a transformação digital só poderá acelerar os objetivos de desenvolvimento sustentável se for conduzida de forma segura, inclusiva e assente no respeito pelos direitos humanos.

O secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota ─ que presidiu a sessão de abertura do IGF-CV ─, destacou que a inteligência artificial já influencia o quotidiano das pessoas, desde a forma como aprendem até à maneira como trabalham, comunicam e governam, e ainda considerou que Cabo Verde reúne condições para assumir um papel relevante neste domínio. Contudo, advertiu, tal liderança exige responsabilidade, regras claras, confiança e proteção dos cidadãos.

“Precisamos de políticas que garantam a privacidade, protejam os direitos digitais e evitem novas formas de desigualdade, sem travar a inovação”, afirmou Alcindo Mota, que defendeu igualmente uma transformação digital inclusiva, alertando que o processo não será completo se parte significativa da população ficar excluída, o que implica uma abordagem que vá além das infra-estruturas e da conectividade.

O evento, promovido pela ARME, terminou nesta quarta-feira, 22, com uma sessão de mentoria dedicada a meninas e jovens mulheres, em parceria com a SheTech e a Women in Tech, envolvendo estudantes de vários liceus da cidade da Praia. A iniciativa enquadra-se nas celebrações do Dia Internacional das Meninas nas TIC, assinalado a 23 de Abril, e visa incentivar a participação feminina nas áreas tecnológicas.

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