
Os jornalistas Edneia Barros (Rádio de Cabo Verde), Dulcina Mendes (Expresso das Ilhas) e Lúcio Baptista (Record Cabo Verde) foram os vencedores da segunda edição do Prémio Nacional de Jornalismo em Protecção Social, anunciado hoje na cidade da Praia.
A iniciativa, promovida pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em parceria com a Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (Ajoc) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pretende reconhecer trabalhos jornalísticos que contribuam para a informação e sensibilização da sociedade sobre temas ligados à proteção social. Cada um dos vencedores recebeu um prémio monetário no valor de 300 mil escudos.
Na categoria de Televisão, o galardão foi atribuído ao jornalista Lúcio Baptista, pela reportagem “Saúde em questão, o problema das evacuações médicas”.
O jornalista destacou a importância do reconhecimento e defendeu a necessidade de continuar a dar visibilidade a temas com forte impacto social, particularmente na área da saúde e no acesso dos cidadãos aos cuidados médicos.
Na categoria de Rádio, a vencedora foi Edneia Barros, com o trabalho “Evacuação Médica”, enquanto na categoria de Imprensa Escrita, o prémio foi conquistado por Dulcina Mendes, autora da peça “INPS e os profissionais de saúde da área: entre desafios e conquistas”.
Durante a cerimónia de entrega dos prémios, o presidente do conselho de administração do INPS, Mário Fernandes, destacou o papel dos jornalistas na divulgação dos direitos sociais e na aproximação do sistema de protecção social aos cidadãos.
Segundo o responsável, Cabo Verde tem registado avanços significativos nesta área, contando actualmente com um sistema que garante cobertura jurídica a toda a população e apresenta indicadores comparáveis aos de países desenvolvidos.
Apesar dos progressos, Mário Fernandes reconheceu que permanecem desafios, apontando que a cobertura efetiva do sistema ronda atualmente os 60% da população. “De nada serve termos um sistema de proteção social abrangente se as pessoas não conhecerem os seus direitos. É aqui que os jornalistas têm um papel fundamental, ao explicarem de forma simples como funciona uma pensão, um subsídio de doença ou outras prestações sociais”, afirmou.
O presidente do INPS reforçou ainda que a comunicação social desempenha um papel essencial na literacia dos direitos sociais, permitindo que mais cidadãos tenham conhecimento dos benefícios e serviços disponíveis.
A segunda edição do Prémio Nacional de Jornalismo em Protecção Social contou com oito trabalhos concorrentes, avaliados através de uma combinação entre a classificação do júri, que teve um peso de 80%, e a votação do público, que registou 790 votos.
















































