Segunda-feira, 21 Setembro 2026

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Ano letivo arranca com mais de 130 mil alunos em Cabo Verde

O ano letivo 2026-2027 arranca hoje, 21 de setembro, em Cabo Verde, com mais de 400 escolas a receber entre 130 mil e 131 mil alunos e cerca de 8 mil professores. O ministro da Educação, Arnaldo Brito, defende o fim do modelo de ensino centrado em memorização dentro da sala de aula, e propõe maior ligação das escolas à vida real e ao mundo do trabalho.

Os números oficiais do arranque do ano letivo mostram um universo de 115.198 (cento e quinze mil, cento e noventa e oito) alunos distribuídos pelo pré-escolar, ensino básico e secundário. São 13.794 (treze mil setecentos e noventa e quatro) crianças no pré-escolar, 72.140 (Setenta e dois mil, cento e quarenta) no ensino básico e 29.264 (vinte e nove mil duzentos e sessenta e quatro) no secundário.

O novo ano letivo conta também com 6.226 (seis mil duzentos e vinte e seis) professores e 1.435 (mil quatrocentos e trinta e cinco) monitoras a garantir o funcionamento do sistema educativo em todo o país. Através de uma mensagem dirigida a professores, alunos e famílias, Arnaldo Brito insistiu na necessidade de rever o papel das escolas cabo-verdianas. Propõe que os alunos passem a aprender também fora do espaço escolar, em contacto direto com empresas, oficinas e instituições das comunidades.

Segundo o ministro, este modelo, já testado em vários países, prepara melhor os jovens para a vida real do que aulas centradas apenas na transmissão e memorização de conteúdos. O ano letivo decorre sob o lema “Educação e Conhecimento: transformando o presente e construindo o futuro de Cabo Verde”, e arranca num contexto de expectativa entre professores e sindicatos quanto às medidas que a nova tutela pretende implementar.

O Ministério da Educação já definiu como prioridades a melhoria das aprendizagens e dos resultados escolares, a valorização da profissão docente, o reforço da relação entre escola, família e comunidade, e a promoção da inovação, inclusão e equidade.

O início das aulas surge ainda pouco depois de mudanças nas estruturas desconcentradas da tutela. Em julho, Arnaldo Brito determinou o fim das comissões de serviço dos anteriores delegados da Educação nos concelhos. Processo que abriu caminho à nomeação de novos responsáveis, mas que continua a suscitar atenção devido à necessidade de confirmação das nomeações e a questões levantadas sobre os requisitos técnicos de alguns dos nomes indicados.

Para professores e sindicatos, o arranque do ano letivo representa também uma oportunidade para a nova tutela responder a reivindicações antigas da classe docente. O Ministério garante que as estruturas educativas e os estabelecimentos de ensino já preparam as condições necessárias para receber os alunos, num calendário escolar que se prolonga até junho de 2027, com o encerramento das aulas do ensino básico previsto para 25 de junho.

Risco e Riso
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