
A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) registou um aumento expressivo do número de estudantes no arranque do ano lectivo 2026-2027, aproximando-se dos dois mil matriculados em todos os polos da instituição. A informou é avançada pela pró-reitora para os Estudantes, Cultura Universitária e Vida Académica, Elvira dos Reis.
Segundo a responsável, os números registados este ano são “nunca antes vistos” e estão relacionados, em parte, com a gratuitidade das propinas, medida que considera representar uma importante resposta social, sobretudo para as famílias com maiores dificuldades financeiras.
“Nós estamos a receber essa gratuitidade de braços abertos”, afirmou Elvira dos Reis à Inforpress, considerando que a elevada afluência demonstra tanto a oportunidade como a necessidade da medida. “Estamos bem próximos de dois mil estudantes matriculados, em todos os polos”, disse a pró-reitora, sublinhando, contudo, que o crescimento da universidade não deve ser avaliado apenas pelo número de alunos.
De acordo com Elvira dos Reis, a expectativa da Uni-CV é que o aumento da comunidade estudantil seja acompanhado por uma aposta na qualidade da formação e na preparação dos jovens para a entrada no mercado de trabalho. “A expectativa é de que a Universidade venha a crescer não só em termos de números, mas também naquilo que é a nossa função enquanto instituição formadora”, explicou.
A responsável acrescentou que a instituição pretende capacitar um número cada vez maior de jovens e contribuir para a sua integração profissional, respondendo às necessidades e exigências da sociedade cabo-verdiana. No primeiro dia de aulas, a Inforpress ouviu também dois estudantes da Uni-CV, que destacaram o impacto da gratuitidade das propinas nas despesas associadas à frequência do ensino superior.
Hélio Pereira, estudante do segundo ano de Ciências Empresariais e Organizacionais, natural de Moia-Moia, concelho de São Domingos, considerou que a medida representa um apoio importante, sobretudo para os estudantes que vivem longe do campus. “O ensino gratuito vai ajudar-nos muito, principalmente a nós que moramos longe, pois representa menos uma despesa”, afirmou, acrescentando que a iniciativa poderá facilitar o acesso ao ensino superior por parte de jovens com menos recursos financeiros.
Já João Borges, recém-ingressado no curso de Engenharia de Construção Civil e natural de São Miguel, mostrou-se confiante num “óptimo ano lectivo”. Recém-saído do ensino secundário, o estudante destacou igualmente a importância da isenção de propinas, sobretudo tendo em conta os custos diários de deslocação, que, segundo explicou, rondam os 700 escudos.






















































