
O turismo e o ramo imobiliário turístico ficaram, mais uma vez, com o grosso dos 3.837,5 milhões de escudos de investimento direto estrangeiro no primeiro trimestre de 2026. Juntos, os dois setores absorveram 90% de todo o investimento captado pelo país. Este valor representa mais 9,4% do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Banco Central de Cabo Verde.
Santiago recebeu cerca de metade deste montante, um resultado natural para a ilha onde se concentra a maior parte da população e da atividade económica do país. O restante distribuiu-se entre Sal, São Vicente e Boa Vista, duas ilhas com perfis turísticos distintos, mas igualmente atrativas para investidores, além de contar com grandes hotéis que, por sua vez, recebem maior número de turistas estrangeiros.
As duas primeiras pela força do turismo balnear, e São Vicente pelo crescimento de Mindelo como polo cultural e ponto de partida para quem visita Santo Antão. Portugal manteve-se como o principal investidor identificado, com 1.302,3 milhões de escudos, cerca de um terço do total. Já quase metade do investimento, 44,5%, não tem origem discriminada nos dados oficiais, ficando agrupado sob a categoria genérica de “outros países”.
O país recebeu 1,2 milhões de hóspedes no último ano, com um crescimento homólogo de 6%, ou seja, o turismo ainda é o motor da economia de Cabo Verde. O aumento tem sido associado ao alargamento de rotas aéreas europeias.
















































