
Mais de 200 pessoas, na sua maioria crianças, foram atendidas nas estruturas de saúde do município do Porto Novo, nos últimos dias, com conjuntivite, situação que levou a Delegacia de Saúde a alertar para o aumento de casos e a apelar ao reforço das medidas de prevenção e higiene.
Em comunicado, o delegado de saúde, Nuno Semedo, informou que o aumento de casos exige o reforço das medidas de prevenção, higiene e controlo da transmissão nos estabelecimentos de ensino e nas demais instituições públicas e privadas.
Enquanto decorrem os procedimentos de investigação epidemiológica para a caracterização da situação, Nuno Semedo apela à colaboração das instituições na implementação e divulgação das medidas preventivas junto dos seus colaboradores, utentes, alunos e comunidades.
Entre as recomendações, destacam-se a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar tocar ou esfregar os olhos com as mãos não lavadas e não partilhar toalhas, lenços, almofadas, produtos de higiene pessoal ou outros objetos que possam estar contaminados.
A Delegacia de Saúde recomenda ainda o reforço da limpeza e desinfeção regular de superfícies e objetos de utilização frequente, como mesas, maçanetas, equipamentos de trabalho, materiais escolares e brinquedos, bem como a garantia de condições adequadas para a higiene das mãos e a ventilação dos espaços fechados.
Os serviços de saúde apelam igualmente à sensibilização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas da conjuntivite, nomeadamente vermelhidão ocular, lacrimejamento, comichão, sensação de corpo estranho e secreção ocular. As pessoas que apresentarem estes sintomas devem procurar avaliação de um profissional de saúde, evitar o contacto directo com secreções oculares e reforçar as medidas de higiene após qualquer contacto.
Nas escolas e jardins-de-infância, as autoridades sanitárias recomendam que os encarregados de educação sejam informados e que a permanência das crianças em casa seja orientada quando o estado clínico o justificar ou enquanto existir risco relevante de transmissão. A Delegacia de Saúde do Porto Novo alerta ainda para os riscos da automedicação, particularmente da utilização de colírios com antibióticos ou corticosteróides sem prescrição e avaliação clínica.
Na mesma nota, Nuno Semedo solicita aos responsáveis das instituições que reforcem as medidas de higiene nos respetivos locais de trabalho e assegurem a sensibilização regular dos colaboradores e utentes. O delegado de saúde pede também que qualquer aumento anormal de casos ou concentração de pessoas com sintomas semelhantes seja comunicado à Delegacia de Saúde, de modo a permitir o acompanhamento epidemiológico e a adopção atempada das medidas necessárias.
A contenção do surto depende da colaboração entre os serviços de saúde, as instituições de ensino, os serviços públicos, as entidades municipais e toda a comunidade, concluiu o responsável.






















































