Quinta-feira, 29 Outubro 2026

Freskinhe Freskinhe

Porto Novo regista mais de 200 casos de conjuntivite nos últimos dias

Mais de 200 pessoas, na sua maioria crianças, foram atendidas nas estruturas de saúde do município do Porto Novo, nos últimos dias, com conjuntivite, situação que levou a Delegacia de Saúde a alertar para o aumento de casos e a apelar ao reforço das medidas de prevenção e higiene.

Em comunicado, o delegado de saúde, Nuno Semedo, informou que o aumento de casos exige o reforço das medidas de prevenção, higiene e controlo da transmissão nos estabelecimentos de ensino e nas demais instituições públicas e privadas.

Enquanto decorrem os procedimentos de investigação epidemiológica para a caracterização da situação, Nuno Semedo apela à colaboração das instituições na implementação e divulgação das medidas preventivas junto dos seus colaboradores, utentes, alunos e comunidades.

Entre as recomendações, destacam-se a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar tocar ou esfregar os olhos com as mãos não lavadas e não partilhar toalhas, lenços, almofadas, produtos de higiene pessoal ou outros objetos que possam estar contaminados.

A Delegacia de Saúde recomenda ainda o reforço da limpeza e desinfeção regular de superfícies e objetos de utilização frequente, como mesas, maçanetas, equipamentos de trabalho, materiais escolares e brinquedos, bem como a garantia de condições adequadas para a higiene das mãos e a ventilação dos espaços fechados.

Os serviços de saúde apelam igualmente à sensibilização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas da conjuntivite, nomeadamente vermelhidão ocular, lacrimejamento, comichão, sensação de corpo estranho e secreção ocular. As pessoas que apresentarem estes sintomas devem procurar avaliação de um profissional de saúde, evitar o contacto directo com secreções oculares e reforçar as medidas de higiene após qualquer contacto.

Nas escolas e jardins-de-infância, as autoridades sanitárias recomendam que os encarregados de educação sejam informados e que a permanência das crianças em casa seja orientada quando o estado clínico o justificar ou enquanto existir risco relevante de transmissão. A Delegacia de Saúde do Porto Novo alerta ainda para os riscos da automedicação, particularmente da utilização de colírios com antibióticos ou corticosteróides sem prescrição e avaliação clínica.

Na mesma nota, Nuno Semedo solicita aos responsáveis das instituições que reforcem as medidas de higiene nos respetivos locais de trabalho e assegurem a sensibilização regular dos colaboradores e utentes. O delegado de saúde pede também que qualquer aumento anormal de casos ou concentração de pessoas com sintomas semelhantes seja comunicado à Delegacia de Saúde, de modo a permitir o acompanhamento epidemiológico e a adopção atempada das medidas necessárias.

A contenção do surto depende da colaboração entre os serviços de saúde, as instituições de ensino, os serviços públicos, as entidades municipais e toda a comunidade, concluiu o responsável.

Partilhar esta notícia

Risco e Riso
×