
As escolas cabo-verdianas vão passar a ter gás canalizado a partir de do ano letivo 2026/2027, um projeto que a Fundação Cabo-verdiana de Ação Social e Escolar (Ficase) desenvolve em parceria com a ENACOL e que se encontra numa fase avançada de preparação. A garantia é dada pelo recém-empossado presidente do Conselho de Administração da Ficase, José Carlos Brito, à margem do Conselho Alargado do Ministério da Educação.
Segundo Brito, o principal obstáculo à implementação já não está do lado da fundação, mas sim das próprias escolas. Cada estabelecimento terá de criar condições para receber os equipamentos, nomeadamente um espaço próprio, fora do pátio escolar, onde o gás possa ser armazenado em segurança.
O responsável admite que o sistema poderá não arrancar já no primeiro trimestre do ano letivo 2026/2027, mas mostra-se confiante de que estará operacional ao longo de 2027. O risco de incêndios é apontado como uma das principais vantagens da mudança.
No caso das refeições quentes, reconhece que a subida dos preços dos alimentos no mercado internacional, reflete também no mercado nacional, e representa um desafio para a continuidade do programa, mas garante que a Ficase está a reforçar a mobilização de parceiros e a negociar com o Tesouro do Estado para assegurar os recursos necessários.
Nas cantinas e armazéns das escolas, decorrem também trabalhos de limpeza, organização e levantamento de necessidades, a par da atualização da lista de cozinheiras em funções. Quanto aos manuais escolares, Brito assegura que a instituição já tem stock suficiente para iniciar a distribuição nas papelarias nos próximos dias, com o stock completo previsto para a semana seguinte.
Para o seu mandato à frente da Ficase, o novo presidente traçou ainda duas ambições de fundo. A primeira é a construção de uma nova sede, com melhores condições de acessibilidade. Pois a atual instalação funciona em vários pisos sem elevador, uma limitação que Brito considera particularmente problemática para utentes com mobilidade reduzida. A segunda passa por tornar a Ficase menos dependente do financiamento do Estado, através da captação de parceiros nacionais e internacionais capazes de financiar novos programas e reforçar os já existentes.
Fonte: Rádio Educativa

















































