
O ministro da Justiça, Clóvis Silva, anunciou hoje que o Governo pretende transformar as cadeias cabo-verdianas em espaços produtivos e de empresarialização, apostando na formação, no trabalho e na capacitação dos reclusos como instrumentos de ressocialização e reintegração na sociedade.
O ministro da Justiça, Clóvis Silva, defendeu ontem, 29, a transformação das cadeias cabo-verdianas em espaços produtivos e de empresarialização, com o objetivo de reforçar a ressocialização dos reclusos, promover a sua reintegração na sociedade e contribuir para o desenvolvimento económico do país.
As declarações foram feitas à imprensa no final de uma visita à Cadeia Central da Praia, durante a qual o governante revelou que cerca de 80 % da população prisional tem entre 16 e 40 anos, o que, segundo diz, representa uma força de trabalho em idade ativa que pode aproveitar o período de reclusão para adquirir competências, trabalhar e produzir.
Segundo Clóvis Silva, a estratégia do Governo passa por transformar os estabelecimentos prisionais em locais de passagem orientados para a formação profissional, a educação e a responsabilização dos reclusos, a fim de prepará-los para o regresso à vida em sociedade. “Queremos que as cadeias sejam espaços onde as pessoas possam trabalhar, formar-se, capacitar-se e sair preparadas para retomar uma vida normal na sociedade”, afirmou.
O ministro salientou que o Estado investe recursos significativos no sistema prisional, por isso, defende que esse investimento deve também criar oportunidades para que os reclusos desenvolvam atividades produtivas, apoiem as suas famílias, cumpram obrigações financeiras, como o pagamento de pensões de alimentos, e contribuam para as receitas públicas.
Clóvis Silva adiantou que esta visão integra o programa do Governo, cuja aprovação está prevista para esta terça-feira, em Conselho de Ministros. O governante, que acumula as pastas da Justiça, da Presidência do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e da Comunicação Social, considerou que a riqueza gerada poderá contribuir para o financiamento de setores como a saúde, a educação, os transportes e o turismo, ao mesmo tempo que fortalecerá o processo de reinserção social dos reclusos.
















































