Quinta-feira, 01 Outubro 2026

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Gilson Alves assume combate à corrupção como foco da campanha

O Tribunal Constitucional aceitou a candidatura de Gilson Alves à Presidência da República, decisão que o próprio classificou como “o fim do começo”. Anunciou que vai centrar a sua campanha na luta contra a corrupção, a caminho das eleições de 15 de novembro.

Junto à imprensa, na Praça Manuel Ratinho, em São Vicente, Gilson Alves assumiu a justiça como prioridade central da candidatura. “O foco vai ser este, lutar contra a corrupção, ainda se calhar esta luta pelo nosso bom nome, pela nossa honra e pela nossa dignidade ainda não terminou. O povo cabo-verdiano precisa neste momento é de justiça e vamos focar na justiça”, garantiu.

Entre as promessas que deixou caso seja eleito, o candidato incluiu uma reforma constitucional que permita adotar a pena de morte, além de medidas para aproximar o povo das zonas de poder e reforçar a democracia, os direitos dos jornalistas e a liberdade de imprensa.

Sobre a corrupção em particular, não poupou nas palavras. “Eu acho que temos de ser muito duros com corruptos e eu digo-lhe assim, sem muitas cerimónias, eu acho que certas pessoas neste mundo não têm o direito de viver entre os justos”.

Esta é a segunda vez que Gilson Alves tenta chegar à Presidência da República, o próprio reconhece mudanças no seu percurso desde a primeira candidatura. “O Gilson de agora é muito mais maduro, o Gilson de agora já aprendeu na sua carne e do seu suor e das suas lágrimas qual é o estado do nosso país e isto tem muito valor para um político”, considerou.

O candidato agradeceu a quem confiou nele para avançar com a candidatura, prometendo não fraudar essa confiança. Manifestou igualmente satisfação pela admissão formal junto do Tribunal Constitucional. Além de Gilson Alves, a corrida à Presidência da República conta ainda com Antero Tavares, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Joana Rosa e Loisito Tavares.

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