
A Empresa Nacional de Administração dos Portos (Enapor) vai realizar um estudo para avaliar o impacto real dos cruzeiros na economia de São Vicente e de outras ilhas, para que a população beneficie mais da atividade. A informação foi avançada pelo presidente do conselho de administração, Hamir Inocêncio, na receção ao navio AIDAsol, que marcou o arranque da temporada 2026/2027.
O conselho de administração já decidiu fazer o estudo, e está previsto o lançamento de um concurso nos próximos dias para escolher a entidade que o executa. O responsável considera que a Enapor precisa de dados fiáveis para saber que áreas podem melhorar e que oportunidades de negócio permitem à população ganhar mais com os cruzeiros.
Uma das mudanças que a Enapor quer fazer é no tempo que os navios ficam no porto. As escalas decorrem normalmente entre as 6h00 e as 18h00, e a empresa pretende criar condições para as prolongar até às 22h00 ou 23h00, como acontece noutros destinos. Para isso, Hamir Inocêncio entende que é preciso mais atividades e experiências que mantenham os visitantes ocupados e aumentem os gastos na economia local.
Cerca de 50% dos passageiros fazem excursões, mas o presidente da Enapor defende que se avaliem outros aspetos da oferta turística, para atrair mais visitantes e aumentar as receitas durante as escalas. Quer também mais opções para os passageiros, incluindo excursões a outras ilhas, e espera que a tarifa única de passageiro, já decidida pelo Governo, facilite as deslocações dos cruzeiristas a Santo Antão e a São Nicolau.
A Enapor promove os cruzeiros e o destino Cabo Verde no estrangeiro, mas Hamir Inocêncio reitera que esse trabalho seja acompanhado pelo envolvimento da população, das câmaras municipais e das outras entidades do setor. Cita como referência o terminal de cruzeiros de Lisboa, que visitou recentemente, e Las Palmas e os Açores, onde, segundo afirma, a população sente os efeitos económicos da atividade.
A Enapor prevê, nesta temporada, 200 escalas e cerca de 100 mil passageiros, Hamir Inocêncio espera que o novo terminal de cruzeiros tenha um impacto crescente na economia de São Vicente.






















































