Quinta-feira, 06 Agosto 2026

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Cabo Verde terá dois novos navios até 2027

Cabo Verde deverá reforçar a sua frota marítima com dois novos navios nos próximos dois anos, um ainda em 2026 e outro em 2027, conforme anunciou na quarta-feira, 05, o ministro do Mar, João do Carmo, durante uma visita a São Vicente ao navio Djabraba.

A embarcação já adquirida vai assegurar a ligação entre a Brava e o Fogo assim que estiverem concluídos os trâmites técnicos junto do Instituto Marítimo e Portuário (IMP). O primeiro dos novos navios, o Eugénio Tavares, já foi comprado e encontra-se atualmente na China, onde passa por um processo de adaptação técnica que permitirá transportar até 250 passageiros e operar nas condições específicas do mar cabo-verdiano.

Trata-se de uma embarcação do tipo ro-ro, com capacidade para atracar em qualquer porto do país, o que, segundo o ministro, deverá representar um alívio significativo para os transportes marítimos inter-ilhas ainda este ano. Para 2027, o Governo prevê investir na aquisição de mais uma embarcação, elevando para três o número de novos navios ao serviço da conectividade nacional nos próximos dois anos.

Já o Djabraba, alvo da visita ministerial, foi adquirido especificamente para a linha Brava-Fogo-Brava e deverá pernoitar na ilha Brava, garantindo respostas rápidas em situações de emergência, nomeadamente na transferência de doentes.

Com capacidade para 82 passageiros, o navio deverá assegurar cinco ligações semanais entre as duas ilhas, servindo tanto a população local como o turismo.  João do Carmo revelou ainda que, após a conclusão das inspeções técnicas, o Governo vai definir o modelo de exploração da linha, provavelmente através de contrato com um armador a selecionar de acordo com as melhores condições apresentadas.

O ministro aproveitou a ocasião para assumir o compromisso do atual Executivo com o processo de aquisição do Djabraba, iniciado ainda pelo Governo anterior, para garantindo que os compromissos assumidos pelo Estado serão respeitados independentemente de quem os tenha contraído.

João do Carmo reafirmou também o princípio que orienta esta política de reforço da frota marítima nacional e garantiu que nenhuma ilha do arquipélago deve ficar isolada, cabendo ao Estado garantir esse serviço público essencial à população.

Risco e Riso
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