O segundo e último dia do certame musical prolongou-se pela madrugada e manhã de domingo, reunindo milhares de festivaleiros na Praia de Santa Maria, sobretudo um público jovem que aguardou durante várias horas pela principal atração internacional da noite.
Ludmilla subiu ao palco já depois da meia-noite e meia, apesar de o seu espetáculo estar inicialmente previsto para as 22h30. O atraso, contudo, não impediu que a artista brasileira fosse recebida com grande entusiasmo pelo público, que acompanhou em coro várias das suas músicas.
Durante cerca de uma hora e meia, a cantora, acompanhada por uma equipa de bailarinos, apresentou um espetáculo marcado pela energia, dança e sucessos do seu repertório, e conseguiu manter a plateia animada apesar do longo período de espera. A artista brasileira mostrou-se surpreendida com a reação do público.
A actuação de Ludmilla acabou por se afirmar como um dos momentos de maior destaque da última noite do festival, embora a cantora não tenha prestado declarações à imprensa nem posado para fotografias com os fãs após o espectáculo, tendo seguido directamente do palco para a viatura que a aguardava.
Por volta das 03h00, o palco passou a ser ocupado pela banda Cabo Verde Show, que regressou ao Festival de Santa Maria depois de uma ausência desde 2018. Considerado um dos grupos de referência da música cabo-verdiana, o coletivo apresentou alguns dos maiores sucessos do seu repertório e foi recebido de forma calorosa pelo público presente.
Manu Lima, um dos vocalistas do grupo, manifestou-se surpreendido e emocionado com a recepção dos espetadores, destacando o carinho demonstrado pelos festivaleiros durante o regresso da banda ao certame.
Às 04h30 foi a vez de Djodje subir ao palco, levando à Praia de Santa Maria as suas melodias românticas e ritmos que mantiveram a plateia ativa durante a madrugada. No final da atuação, o cantor afirmou à imprensa que os espetáculos na Praia de Santa Maria fazem parte do seu percurso artístico, mas sublinhou que cada apresentação assume características próprias.
Ao amanhecer, o palco recebeu um dos artistas da casa. Por volta das 07h00, Dynamo entrou em cena perante um público que permaneceu no recinto para acompanhar a atuação do músico salense. Recebido por uma plateia fiel, que o aguardava e chamava pelo nome, Dynamo proporcionou um dos momentos de maior ligação entre artista e público local.
A reta final da 34.ª edição do Festival de Santa Maria ficou a cargo de Hélio Batalha, cujo hip-hop crioulo voltou a mobilizar os festivaleiros que já se encontravam mais afastados do recinto após uma noite prolongada.
O rapper encerrou a programação musical acompanhado pelo público que resistiu até às primeiras horas da manhã, num momento que marcou o fecho definitivo de uma edição que combinou artistas internacionais, nomes consagrados da música cabo-verdiana e talentos ligados à ilha do Sal.