
A Sol-Atlântico enfrenta atualmente um défice de cerca de 90 trabalhadores, sobretudo condutores, situação que já levou à paragem de aproximadamente 30 autocarros, conforme revelou esta quarta-feira, 07, o presidente do conselho de administração da empresa, Henrique Duarte.
O responsável falava à imprensa, após um encontro com o grupo parlamentar do MpD, eleito pelo Círculo Eleitoral de Santiago Sul, para analisar o impacto dos preços dos combustíveis na estrutura de custos da empresa e no funcionamento do transporte coletivo.
Segundo Henrique Duarte, a empresa tem registado, desde 2022, uma saída gradual de trabalhadores, com maior incidência entre os condutores de autocarro da empresa, problema que se agravou a partir de 2025. “Não temos falta de autocarros, temos falta de pessoal que pode operar”, esclareceu.
A Sol-Atlântico passou de cerca de 180 trabalhadores em 2020 para aproximadamente 170 atualmente, mas necessita de mais 90 funcionários para garantir o normal funcionamento dos serviços. O responsável explicou que a empresa realizou processos de recrutamento entre 2022 e 2024 para compensar as saídas, mas desde 2025 tem enfrentado maiores dificuldades para repor os efetivos.
Dos cerca de 30 autocarros atualmente parados, a maioria encontra-se operacional, aguardando apenas condutores, enquanto alguns necessitam de reparações, precisou Henrique Duarte. Perante as dificuldades encontradas no mercado nacional, a empresa está a procurar motoristas no estrangeiro, nomeadamente noutros países africanos. Segundo o presidente do conselho de administração, já foram identificados cerca de 30 potenciais condutores e estão a ser desenvolvidos contactos com uma associação de países africanos sediada na Praia.
“Eles já estão cá todos. O problema é a espera dos documentos, dos processos de substituição das licenças”, explicou, indicando que três dos candidatos já se encontram na fase final do processo de regularização da documentação necessária para exercer a atividade. A entrada dos novos motoristas deverá ocorrer de forma gradual, à medida que forem concluídos os respectivos procedimentos administrativos.
Sobre os salários, Henrique Duarte considerou que os valores praticados pela empresa estão ajustados à realidade nacional e destacou as atualizações anuais na ordem dos três por cento. Um trabalhador em início de funções aufere cerca de 34 mil escudos, enquanto os funcionários com maior antiguidade podem atingir aproximadamente 50 mil escudos.
Relativamente aos preços dos combustíveis, o responsável afirma que a empresa mantém uma posição de expectativa, tendo em conta a recente entrada em funções do novo Governo. “Estamos numa posição de expectativa”, afirmou, acrescentando que a empresa pretende acompanhar a evolução da situação até ao final do ano. Posteriormente, a Sol-Atlântico poderá solicitar uma reunião com o primeiro-ministro para conhecer as orientações do Governo para o sector e avaliar eventuais medidas com impacto na actividade da empresa.






















































