
Organizações e ativistas ambientais exigem o embargo efetivo do empreendimento Hoky Beach Lounge, em construção na praia de São Francisco, em Santiago, depois de a obra ter sido retomada e novamente suspensa no local. A situação reacende a contestação sobre a ocupação da zona costeira e o cumprimento das decisões das autoridades.
A construção esteve em curso durante a manhã de quinta-feira,11, e foi interrompida no período da tarde, num cenário que tem gerado dúvidas entre moradores e defensores ambientais sobre a aplicação efetiva das medidas de suspensão anunciadas. A Associação Lantuna alerta que o empreendimento se encontra a menos de 30 metros da linha da água, numa zona considerada sensível e sujeita a invasões do mar em determinadas épocas do ano, além de riscos associados ao período das chuvas.
A organização destaca ainda que a praia de São Francisco constitui uma área importante de desova de tartarugas marinhas, daí, defende que qualquer intervenção deve respeitar rigorosos critérios de proteção ambiental. Também um ativista residente na zona reforça as críticas ao projeto, questionando a ausência de informação pública no local, como identificação da entidade licenciadora, prazos de execução e condições do licenciamento da obra.
O mesmo ativista contesta igualmente a existência de um embargo efetivo, alega contradições entre as declarações oficiais e a continuidade dos trabalhos no terreno, o que, segundo afirma, levanta dúvidas sobre o cumprimento das decisões administrativas. O caso insere-se numa polémica mais ampla sobre a gestão da orla costeira e a compatibilização entre projetos turísticos e a preservação dos ecossistemas.












































