
Pacientes com fraturas da anca deixam de precisar de sair do país para receber uma prótese. Cabo Verde já tem disponíveis próteses parciais para este tipo de intervenção, conforme revelou na quinta-feira, 17, o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes. O governante anunciou ainda a chegada, dentro de cerca de três semanas, das próteses totais destinadas a pacientes com desgaste articular.
Em declarações à imprensa, na Praia, por ocasião do aniversário do patrono do Hospital Universitário Agostinho Neto, o governante explica que a equipa técnica nacional já reúne condições para realizar este tipo de cirurgia, uma capacidade que até agora ficava por aproveitar, obrigando o país a evacuar pacientes para Portugal nestes casos.
A aposta do Ministério da Saúde passa agora por inverter essa lógica. Com a compra já feita, entre 40 e 50 próteses parciais chegam nesta primeira fase, e a tutela promete ir alargando a disponibilidade destes dispositivos ao longo do tempo. Segundo o ministro, a inclusão das próteses na nova Lista Nacional de Medicamentos, recentemente aprovada, torna mais simples garantir novas encomendas no futuro.
Duas unidades hospitalares ficam responsáveis por estas intervenções o Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, e o Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, únicos no país com capacidade técnica para o procedimento, que passam a trabalhar em articulação para pôr em prática as cirurgias.
Sobre o valor gasto na aquisição, o ministro prefere não entrar em detalhes, opta por sublinhar o impacto na vida de quem vai beneficiar. “É melhor falarmos no benefício que as pessoas vão sentir nas suas vidas ao colocarem uma prótese e voltarem à sua vida útil”, diz, deixando claro que as evacuações para Portugal não terminam por completo, mas devem diminuir sempre que o tratamento puder ser feito dentro do país.
Lúcio Fernandes aproveita ainda para revelar que já decorrem negociações para alargar, numa fase seguinte, esta capacidade às próteses do joelho, com apoio de uma equipa portuguesa, no âmbito de conversações entre os ministérios da Saúde dos dois países, processo que, ao contrário do da anca, ainda não tem data prevista para arrancar.

















































