
O Ministério da Saúde reuniu-se esta terça-feira, 06, na Praia, com médicos aposentados para avaliar a disponibilidade destes profissionais em colaborar no reforço da prestação de cuidados e de especialidades em falta no país.
Em declarações à imprensa, o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, explicou que o encontro teve como propósito aproveitar a “vasta experiência acumulada” dos médicos reformados e identificar as áreas em que podem contribuir, de acordo com a disponibilidade de cada profissional.
“Há cirurgiões aposentados, cardiologistas, urologistas, radiologistas, enfim, especialidades que estão faltando no país neste momento”, afirmou o governante, acrescentando que o Ministério está aberto a todas as propostas que possam contribuir para melhorar o sistema nacional de saúde.
Paralelamente, o Ministério da Saúde está a expandir a rede de cuidados primários, com intervenções já iniciadas em alguns postos de saúde, tendo como uma das prioridades o combate às doenças crónicas não transmissíveis, responsáveis atualmente por 74% das causas de morte no país.
Segundo Lúcio Fernandes, a estratégia passa pelo controlo precoce de fatores de risco, como a diabetes e a hipertensão, com o objetivo de reduzir a incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), sobretudo entre a população mais jovem.
O ministro avançou ainda que o setor pretende reforçar a formação médica especializada e reabilitar infraestruturas, com vista a transformar as unidades de saúde em postos funcionais e aproximar os cuidados das comunidades.
Para concretizar esta estratégia, o Ministério prevê novas contratações de enfermeiros em 2027, considerando o reforço destes profissionais essencial tanto nos cuidados primários como no apoio às equipas hospitalares.
O Ministério da Saúde compromete-se a analisar as propostas apresentadas pelos médicos aposentados e definir os modelos de colaboração mais adequados à disponibilidade de cada profissional. A reunião decorreu no Salão de Banquetes do Palácio do Governo, em formato híbrido, para permitir a participação por videoconferência de médicos residentes fora de Santiago ou impossibilitados de estar presentes.






















































