Sábado, 12 Setembro 2026

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Marcha por justiça: Família de Vânia exige avanços na investigação

Familiares de Vânia, de 27 anos, saem à rua este sábado, 10, numa marcha que parte de Eugénio Lima em direção ao Palácio da Justiça, na Praia, para exigir respostas sobre a investigação à morte da jovem, que se aproxima dos três meses sem qualquer suspeito identificado.

Edmira Vieira, prima da malograda, explica que a manifestação surge da falta de avanços na investigação. “Não sabemos quem matou Vânia, queremos justiça”, afirma, sublinhando que a família já recorreu várias vezes à Polícia Judiciária em busca de informações, sem obter resultados concretos.

A familiar relata que, depois do levantamento do corpo, agentes da PJ estiveram na residência para recolher provas, mas não voltaram a aparecer no local nos meses seguintes. Só esta quinta-feira, dia 10, a PJ contactou Edmira Vieira para informar que o processo já tinha sido remetido à Procuradoria-Geral da República.

Passados três meses sem identificação de um autor, Edmira Vieira admite receio de que quem matou a prima continue em liberdade: “A pessoa deve estar nas ruas, e não sabemos quem é a próxima vítima”, alerta.

A perda de Vânia deixou marcas profundas na família, sobretudo em Edmira, que continua a receber acompanhamento psicológico depois de perder aquela que descreve como a sua melhor amiga.

A situação do filho da vítima soma-se à dor, aos cinco anos, a criança perde agora a mãe depois de já ter perdido o pai, também vítima de homicídio, quando tinha apenas dois anos, dois casos que, segundo Edmira Vieira, não estão relacionados entre si.

Vânia foi encontrada morta em casa, em Eugénio Lima, no dia 13 de junho, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Foi a prima, Edmira Vieira, quem a encontrou naquela manhã, por volta das 08h00. Ao não obter resposta à porta nem por telefone, regressou uma hora depois e entrou pela parte de trás da casa, onde deparou com o corpo sem vida da vítima. Contudo, explica que o filho de Vânia, de cinco anos, não se encontrava em casa no momento do crime.

Fonte: Inforpress

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