Sábado, 12 Setembro 2026

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São Nicolau já dispõe de incineradora de resíduos hospitalares

A incineradora de resíduos hospitalares de São Nicolau já se encontra em funcionamento, permitindo à ilha passar a dispor de uma solução para o tratamento final de resíduos considerados de risco para a saúde pública e o ambiente.

O anúncio foi feito pelo delegado de Saúde da Ribeira Brava, Élvio Pereira, que considera o tratamento adequado destes resíduos  uma questão de particular importância, tendo em conta os riscos que podem representar quando são acumulados, manuseados ou eliminados de forma inadequada.

O responsável explica que os resíduos hospitalares podem conter diferentes materiais potencialmente perigosos, entre os quais agentes biológicos infecciosos, agulhas contaminadas, restos de medicamentos e produtos químicos, que exige, por isso, procedimentos específicos desde a sua produção até ao destino final.

Élvio Pereira avança que foram realizados esforços para garantir que a incineradora entrasse em funcionamento antes do final do ano, considerando a existência de uma solução para o tratamento final dos resíduos de risco como “um dos principais problemas” relacionados com a gestão dos resíduos na ilha.

A entrada em funcionamento da unidade surge na sequência de um processo de preparação e articulação entre diferentes entidades ligadas à área da saúde, ambiente e gestão de resíduos. Neste âmbito, a Delegacia de Saúde da Ribeira Brava promoveu esta semana um encontro com representantes da Delegacia de Saúde do Tarrafal, das câmaras municipais, do Ministério do Ambiente, veterinários, clínicas e farmácias privadas.

De acordo com Élvio Pereira, o encontro teve como objectivo apresentar e partilhar o plano de gestão de resíduos e definir estratégias destinadas a melhorar a gestão dos resíduos provenientes dos cuidados de saúde em toda a ilha de São Nicolau. “Durante a reunião foram analisadas diferentes etapas da gestão dos resíduos, desde a prevenção da sua produção, passando pela correcta triagem, armazenamento e transporte, até ao tratamento final”, explicou.

O responsável sublinhou que a gestão adequada dos resíduos hospitalares não se resume ao seu tratamento final, sendo necessário assegurar o cumprimento de procedimentos em todas as fases do processo. Neste sentido, destacou a importância da correta separação dos resíduos no local onde são produzidos, do armazenamento adequado e do transporte em condições de segurança, antes de serem encaminhados para o tratamento final.

Para Élvio Pereira, a melhoria da gestão dos resíduos hospitalares exige o envolvimento e a articulação das diferentes instituições e entidades que produzem, manuseiam ou participam no processo de tratamento.

A responsabilidade, acrescentou, deve ser partilhada entre os serviços de saúde, as autarquias, as estruturas ligadas ao ambiente, os profissionais que trabalham com resíduos e os estabelecimentos privados que produzem este tipo de materiais. A incineradora de resíduos hospitalares está instalada junto do cimenteiro da Tabuga, no município da Ribeira Brava.

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