
O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente iniciou na segunda-feira, 29 de junho, na cidade da Praia, uma ação de formação dirigida a técnicos e magistrados do Ministério Público da região de Sotavento, para garantir a correta aplicação do novo Estatuto da Criança e do Adolescente, (Lei n.º 72/X/2026, de 22 de abril), que reforça o sistema de proteção dos menores em Cabo Verde.
A ministra da Família, Adelsia Almeida, que presidiu à abertura dos trabalhos, afirmou que aprovar uma lei não chega. Para que as crianças e os adolescentes cabo-verdianos beneficiem efetivamente das novas proteções consagradas na legislação, é indispensável que quem a aplica conheça bem o seu conteúdo e saiba como agir em cada situação concreta.
O primeiro dia de formação serviu para mergulhar nas inovações que a nova lei introduz face ao quadro legal anterior, desde os direitos e deveres dos menores até ao funcionamento dos Comités Municipais de Defesa dos Direitos da Criança, passando pelos mecanismos judiciais e administrativos de proteção. A experiência de Portugal na aplicação de legislação semelhante foi também partilhada como referência para os participantes.
A iniciativa não se esgota nesta primeira fase. O plano prevê alargar a formação à região de Barlavento e, posteriormente, aos demais parceiros do sistema nacional de proteção da criança. O objetivo é garantir que a nova lei seja aplicada de forma coerente e eficaz em todas as ilhas do arquipélago.
“A iniciativa integra um plano nacional de formação que será posteriormente alargado à região de Barlavento e, numa fase seguinte, aos demais parceiros que integram o sistema nacional de proteção da criança e do adolescente”, lê-se no comunicado do ICCA.
Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), em parceria com a Procuradoria-Geral da República/Conselho Superior do Ministério Público e o Escritório Conjunto do UNICEF, PNUD e UNFPA em Cabo Verde.





















































