Quinta-feira, 06 Agosto 2026

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Guias querem mais qualidade para aproveitar efeito do Mundial

Os guias de turismo defenderam esta quarta-feira, 05, a melhoria das infraestruturas, dos transportes e da qualidade dos serviços turísticos para que Cabo Verde esteja preparado para receber um maior número de visitantes na sequência da participação da seleção nacional no Mundial de Futebol de 2026.

Num comunicado enviado à imprensa, os profissionais afirma que a visibilidade internacional conquistada pelos Tubarões Azuis representa uma oportunidade para impulsionar o turismo, mas alertam que o país precisa de reunir as condições necessárias para responder ao aumento da procura.

Citado na nota, o representante dos Guias de Turismo da ilha de São Nicolau, Arnaldo Felisberto, defendeu que o crescimento do setor deve beneficiar todas as ilhas. “Não basta aumentar o número de turistas, é preciso garantir que todas as ilhas tenham condições para se beneficiarem desse crescimento”, afirmou.

Por sua vez, o presidente dos Guias de Turismo em São Vicente, Ruben Moreira, sustentou que a prioridade deve centrar-se na qualidade da oferta turística. “Antes de se pensar em receber um número maior de turistas devemos pensar na qualidade do serviço que vamos prestar”, advertiu, defendendo a emissão da carteira profissional, maior fiscalização da atividade e a normalização da tabela de preços.

Os profissionais identificam ainda vários constrangimentos que, no seu entender, podem comprometer o crescimento sustentável do turismo, nomeadamente problemas de saneamento básico, falta de casas de banho em locais turísticos, deficiências na recolha de resíduos, presença de cães vadios e dificuldades nas ligações marítimas e aéreas entre as ilhas.

O presidente da Associação de Guias da ilha de Santo Antão, Hetty Fortes, alertou que estas situações influenciam a imagem do destino junto dos operadores turísticos internacionais. Além disso, os guias defendem investimentos na melhoria da mobilidade inter-ilhas, na requalificação de caminhos vicinais e trilhos turísticos, no apoio às ilhas com menor procura, no reforço da promoção internacional do destino, na valorização do património natural e cultural e na formação contínua dos profissionais do sector.

Para Arnaldo Felisberto, o desenvolvimento do turismo deve traduzir-se em benefícios para todo o arquipélago. “O sucesso do turismo em Cabo Verde não se deve medir apenas pelo número de turistas que entram no país, mas também pela capacidade de gerar oportunidades em todas as ilhas. Um turismo mais equilibrado fortalece as economias locais, cria emprego, ajuda a fixar os jovens e reduz as desigualdades entre ilhas”, concluiu.

Risco e Riso
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